... Porque com palavras pode-se voar.

12 de dezembro de 2010

Aurea Mediocritas

Tão trancada de dúvidas e arrependimentos, você tem as respostas que podem me libertar. E mais, você também tem um punhado de tudo aquilo que eu sempre quis ouvir, tudo aquilo que sonhei agonizada nas noites em que você me abandonou. Aí você vem, e despeja tantas palavras douradas sobre mim, que quase não sinto mais o chão sob meus pés. Aí está meu ponto fraco, pois você sabendo da minha dor, também descobre minha fraqueza. Alguém abriu minhas janelas para você, e agora você consegue ler dentro de mim.
Você me descobriu de novo, como se de repente eu tivesse tomado forma, e cor para você. Mas isso não é o suficiente para quem esperou ser notado por tanto tempo. Você tem as respostas, mas não tem a verdade. E mesmo eu tendo a dor, eu também tenho uma nova cabeça, e uma nova vida da qual você se recusou a fazer parte no momento em que virou as costas para mim. Eu sinto muito, mas palavras douradas são frágeis e quebradiças, e eu posso fazer muito melhor. Não ousarei permitir que você volte, e bagunce tudo que eu tive de arrumar quando você partiu. Não ousarei fazer chorar quem me ama de verdade, e ficou aqui para segurar as pontas antes que eu explodisse.



Pare de me desejar, porque, diferente de você, eu aprendi a amar.

11 de dezembro de 2010

Perdendo-me

Você já abraçou uma pessoa tão forte, mais tão forte, como se só nos teus braços existisse um abrigo onde você pudesse repousar? E enlaçando seus braços em suas costas, pressionando seu peito contra o dele, como se fossem um só... De repente, sou tomada por um sentimento tão indomável, uma sensação de conforto, mas ao mesmo tempo, um medo, um medo excessivo de perdê-lo, e pior: medo de perder-me nele. E então em meus olhos brotam-se lágrimas, das quais a origem eu não sei definir. E ele põem as mãos em meu rosto e diz "Porque está chorando?", e ao ver que não tenho resposta para esta pergunta, volta a me abraçar e sussurra "Eu estou aqui com você. Estou aqui."


...


Eu SOU o que eu escrevo. Cada linha. Sou o mesmo caldeirão de emoções que fervilha sentimentos. Que sabe amar de verdade, mas ainda não tem certeza se sabe odiar alguma coisa ou alguém de verdade. E você vem com a sua colherzinha, para remexer tudo aqui dentro.

Se algum dia já leu um texto meu, saiba que deu seu primeiro passo no caminho para decifrar-me.



O que eu ainda não consegui.

21 de novembro de 2010

Missing puzzle piece

Já estava na hora de deixar para trás.

Sim, já estava mais do que na hora. Repensei escolhas, refiz minhas ações e me reergui de onde espero nunca mais voltar. Fiz uma escolha: Hora da minha felicidade agora. E eu nunca estive tão feliz.
Minha sorte, foi ter feito tudo tão imprevisivelmente calculado, ou tão minuciosamente errado, que acabou dando certo. Estas escolhas que me trouxeram até aqui, são as mesmas que um dia fizeram meu caminho cruzar com o teu. Reencontrei o amor, e melhor ainda, encontrei uma pessoa em quem pudesse confiar todo o meu sentimento, alguém que eu não preciso me esconder, mentir, me envergonhar. Alguém verdadeiro que compreende que sentimentos valem mais do que palavras. Que me conhece em detalhes, e que percebe traços em mim, que nem mesmo eu tinha reparado. Alguém que não tem medo de me olhar nos olhos, e não tem medo de falar, por mais difícil que seja, a verdade. Alguém que sabe rir! E que sabe me fazer rir. Eu encontrei alguém que me devolveu aquela aflição de cada toque, que me faz sentir o coração quase pular pela boca e desandar acelerado quando me beija, que esboça um sorriso nos meus lábios sempre que se aproxima, que me faz perder a fala, e muitas vezes, perder o ar, de tanta felicidade. Com ele, poderia passar horas conversando sobre qualquer coisa do mundo, ou a noite toda abraçando-o sem dizer uma única palavra. E como é bom a agonia da ansiedade, os minutos que não passam enquanto espero a hora de nos revermos. Como é bom perceber que eu não gosto mais de você, mas que eu simplesmente sou LOUCA por você. Eu amo você. Não tem nada melhor no mundo do que sentir que não sei mais viver sem ti.

"I finally found you, my missing puzzle piece" (Katy Perry)


Luiz Felipe Baulhouth

13 de setembro de 2010

por Autor Desconhecido

Era uma vez, um casal muito apaixonado. Certo dia, o rapaz propôs um desafio à moça: ela teria que ficar um dia inteiro sem procurá-lo, sem ligar, sem mandar mensagem e sem vê-lo. Se ela fizesse isso, ele acreditaria no amor dela e ele não pediria mais nada. A moça, entendendo que ele precisava de um espaço, aceitou o desafio.
O dia que os dois não tiveram contato, se passou. Vinte e quatro horas depois, a garota foi procurá-lo, porém só encontrou o corpo do rapaz. Ao lado deste, um bilhete dizia:
. "Parabéns amor, eu sabia que você ia conseguir. Agora será que você consegue fazer isso para sempre? Te amo muito."


O que aconteceu foi que o rapaz descobriu estar enfermo em tal estágio, que não havia mais volta. O médico lhe deu um dia de vida... Com a intenção de minimizar o sofrimento dela, ele omitiu isso até o final. Enfim, definitivamente se trata de um AMOR ETERNO.

(Autor Desconhecido)



PALAVRAS DA BLOGUEIRA: Achei válido postar essa história de amor aqui. Desde que começou a ser comentada recebeu muitas críticas sobre a decisão do rapaz. Será que foi mesmo melhor? Será que a fará sofrer menos? Isso eu não sei. Só sei que foi um ato nobre, que me tocou profundamente. Tá aí, para emocionar <3

9 de setembro de 2010

Minha coleção de segundos perdidos.

Com o passar do tempo, contive todos os sentimentos que você despertou em mim. Você me ensinou a sentir todos eles, um a um, mas sequer me deu uma dica de como não senti-los mais. Enquanto você foi o maior milagre que encheu minha vida de COR, eu fui sua brincadeira, seu livrinho que você coloriu para se divertir.
Você, não só deixou marcas causadas por sua própria negligência, mas também foi o motivo de várias cicatrizes que eu causei a mim mesma. Eu me agredi psíquica, física e emocionalmente. Tais marcas que, graças à um bom Deus, as memórias se acalmaram em não me lembrar por bons momentos.

Momentos em que eu não pensei mais em você.


A cada hora, dia, mês ou ano que se passava, eu perdia uma parte de mim. Partes que acho que nunca mais foram minhas depois daquele primeiro beijo! Enquanto me refiz dos cacos que sobraram, estampando um belo de um sorriso fático, me definhei paralisada ao enxergar aos meus pés tudo o que fomos. Eu fui perdendo a cor, a paixão, o calor, a vida dentro dos meus pulsos. Nunca mais fui a mesma, não tive as mesmas atitudes, não tive as mesmas opiniões, nem o mesmo caráter! Você me levou contigo, e o que sobrou foi a casca de um coração que já cansou de bater. Você me desqualificou, é. Perdi essa. Perdi, tudo... Não sei nem mais escrever os poemas que faziam meu coração sorrir como antes. Não acredito mais em mim mesma... Nem no que eu sou capaz.
Mas, me aguarde, porque do mesmo jeito que nosso amor não foi eterno, meu pranto também não será! E quando eu me levantar de novo, vou fazer seu mundo estremecer, te bombardear com sorrisos, brincar com sua auto-estima, e adivinha?


Nem notarei a sua presença...

31 de agosto de 2010

Little Mess

"Pequena Confusão"

Por favor, vocês, amantes do desejo, lembrem-se que por trás do brilho dos olhos dela, existe algo involuntário, que a fará, com absoluta certeza, apegar-se à você. Por tanto, não se entusiasme. Não a entusiasme! Não prometa-lhe a Lua, se você não tiver a intenção de presenteá-la. Não diga as palavras por dizer, como se elas saltassem de seus lábios secos. Trate o momento como ele deve ser tratado. Não finja se importar, não ligue pra ela só quando você estiver sozinho, não a trate como segunda opção, não solte a mão dela perto dos seus amigos. Ela não quer o MUNDO, ela só quer sentir que é especial pra você! Pequenos gestos moveriam montanhas de reações. Ela só quer que você lhe pergunte como foi seu dia e isso bastaria. Antes que eu me esqueça, não confuda de modo algum, com de algum modo. A ilusão está fora de moda! E você não quer criar uma pequena confusão, não é ?

Don't make a little mess, don't lead blindly another blind heart

27 de julho de 2010

Você já descobriu a sua?


Se eu pudesse dar um conselho para todos os seres humanos da Terra, eu diria o seguinte:
FALE.

Sim. FALE o que você pensa. EXPRESSE seus sentimentos. Não deixe nada ficar no caminho entre você e a verdade. Afinal, o que eu sempre digo, dá pra mentir para todo mundo, mas não dá para enganar a si mesmo. Se calar, é uma fraqueza. Se esconder, é uma barreira a ser superada. A voz nos foi dada, mas a atitude tem que ser adquirida. A sociedade de hoje é programada para nos reprimir. "Compre isto", "Faça isto", "Seja assim". Eles querem humanos homogêneos. E se deixarmos as coisas passarem, um detalhe aqui, e outro ali, estaremos somente fugindo da verdade.
Digo isso, porque eu já fui a calada, e não recomendo a ninguém. Já deixei de dizer "EU TE AMO" para uma pessoa única, que hoje tá por aí nesse mundão, sem nunca saber desse sentimento que existiu. Já me calei quando queria questionar opiniões, regras. Já sorri e disse que não havia problema algum, enquanto queria chorar e admitir que estava perdida. Já me deixei ser insultada, por não ter reunido coragem o bastante para ir lá e devolver. Acontece. Mas não deixe acontecer sempre, e nem para sempre.

O mundo tá para aqueles que aprenderam a se impor. E para aqueles que descobriram sua voz.

22 de julho de 2010

Vinte e Um de Julho, de Dois Mil e Dez


Nesta manhã, o despertador tocou milhares de vezes. Eu o desligava, como se não quisesse acordar e encarar a realidade daquele meu dia. Ou como se eu não estivesse corajosa o bastante. Mas uma hora, finalmente levantei. Apressadamente, me troquei, prendi os fios de cabelo num coque mal-feito, escovei os dentes, peguei os exames e entrei no carro. Estava ansiosa. Aflita. Simplesmente por não esperar boas notícias.
Chegando ao meu destino, sentei-me em frente ao médico e lhe entreguei o envelope. Ele analizou os gráficos cautelosamente, leu todas as páginas, e depois voltou ao ínicio, e leu tudo de novo. Abaixou os óculos e fez algumas anotações em um papel. Ao acabar, levantou os olhos para mim, como se tivesse percebido que eu chegara só naquele instante. Sem delongas, grosso e direto, ele disse:
- Você tem asma, Luísa.

Não vou dizer que não esperava algo do tipo. Afinal, já havia meses que estava com aqueles problemas respiratórios, e eu sabia que havia algo de errado. Em meus piores pesadelos, eu sonhava não ter mais ar para respirar, ou sonhava com cirurgias, transplantes, dor. Realmente, asma não é o fim do mundo, pelo menos não pra mim. Mas algo nas palavras do doutor, causou um choque de realidade em cada circuito da minha cabecinha. Depois de ter dito, retirou da gaveta uma bombinha asmática. Quando a toquei, parece que a ficha foi caindo. Eu estou usando uma bombinha de asma agora!

ASMA


... seria a minha rotina daqui em diante.
A reação das pessoas à notícia, é bem variada. Tem gente que fica surpreso (claro), e me deseja os pêsames. Tem gente que fica curioso em relação ao sintomas, e que nem acredita que pode ser asma mesmo. Tem gente que diz que vai ficar tudo bem, que eu vou me adaptar. O certo é que eu ainda não sei como tratar esse problema. Ainda não sei como me sentir em relação à isso.
Só sei que estou encarando isso como um recomeço. Me chateou muito ter que parar com os esportes e qualquer outra atividade física por tanto tempo. E quanto a asma ? Vou aprender a conviver com ela. Pois sabemos que asma não é virose, não se cura; Asma pode ser eterno.




E por mim, ela pode vir !
Eu estou mais que pronta agora.








15 de julho de 2010

Sem título1.doc


Naquela manhã de sábado, as coisas amanheceram diferente. Ela acordou, com pouca dor de cabeça, ouviu as vozes na sala. Esperou no escuro até que todos deixassem a casa. Quando ficou sozinha, deitou no sofá, se enfiou embaixo das cobertas, e ali ficou. Por horas. Ela sabia que aquele não era um dia normal. Dava para sentir a melancolidade no ar...
Se tudo estivesse bem, ela teria acordado às 11h, e não às 14h30. Ela ligaria para os amigos, e à uma hora dessas nem estaria mais aqui. Mas não, ela via tudo à sua volta cinza, e a sua única vontade era de ficar exatamente do jeito e aonde ela estava: de pijama, calada e em casa.
O irmão voltou primeiro. A viu daquele jeito, mas prefiriu ficar na sua. Depois de alguns momentos, se deitou ao lado dela, e a abraçou. Ele entendeu que havia algo errado, e ela não diria nada. "Está tudo bem", ela diria. Não importa quem perguntasse. Mais tarde, a avó e a mãe chegaram. Estranharam a menina. Estava de corpo quente, mas seus olhos estavam tão frios... A avó indagou que ela estava muito quieta, e a mãe lhe chamou para sair. Ela recusou.Ela sabia que certamente este dia ficaria em sua memória para sempre, e a assombraria. Ela não queria que as coisas tivessem sido assim, e não sabe o que não trocaria por voltar no tempo e refazer o que fez. Mas não existia esse tipo de magia, esse tipo de solução medíocre; e aquele sábado era a prova disso.
Ela entrou no msn como "Invisível". Porque era exatamente desse jeito que queria ser vista. Ela simplesmente não queria. Fechou o twitter, não respondeu seu formspring. Ela teve medo de entrar no computador. Ela queria se esconder, e queria até esconder esse texto. Mas sabia que tinha que desabafar de algum modo.



Afinal,
Contavam-se nos dedos as palavras que ela disse o dia todo. Isso para aqueles que não sabiam entender o que diziam as suas lágrimas...





10 de julho de 2010

Numa madrugada on-line


Aqui estou de novo. Batendo em teclas, noite adentro, com o coração doendo. Quem já passou por tudo isso, sabe. Pra quem ama, mas só pra quem ama de verdade, é fácil jogar todos os sonhos ao vento. É fácil esperar, não falar, fazer. É fácil cruzar estados, países. Todo esforço vira um nada, todo sacrifício vira prazer, quando a recompensa é você. É fácil deixar que falem, que digam. É fácil enfrentar o mundo, de peito aberto, que venham! É fácil sentir que posso tudo, porque com você ao meu lado, eu realmente posso. Se ele(a) tivesse realmente se envolvido, teria tornado toda escuridão em luz, em somente um sorriso. Não sei se pra você iria mudar algo, afinal são tantos corações ricocheteados pelo seu olhar, não é? Eu só sei que para mim, faria a total diferença.
Sabe onde as coisas começam a ficar difíceis ? Você foi embora... Fica difícil apagar, fingir que não está me afetando. É difícil esconder as lágrimas, os suspiros quando algum amigo toca no seu nome. É difícil encontrar outra razão para viver, outro motivo para sonhar, outras palavras para se inspirar. É difícil entender porque acabou. Tantas dúvidas, que nem sei mais porque começou. É difícil encarar a verdade, e pensar no que você faria, se de um momento para outro, eu deixasse de existir. Será que você choraria? Se arrependeria, ou sua consciência está leve? Talvez você fingiria que não me conhece, e não se deixaria afetar. Afinal, sofrer é tão ruim, não é? Você me ensinou do pior jeito.


Deixo isso daqui, em memória à todos os corações partidos que ainda relutam à bater. À todos(as) que viveram um amor que era pequeno demais para nossas expectativas. Para aqueles(as) que acreditaram nos finais felizes, e não na maçã envenenada.

A Princesa


Ela cria um mundo de contos-de-fada em volta do seu castelo, como se tudo fosse cor-de-arco-íris e melodia, se esquecendo dos dragões que estão lá para sempre nos impedir e bruxas que nos amaldiçoam... Mas na cabeça dela, o bem sempre vai triunfar. Como em todo conto, a princesa é curiosa, e foge do reino escondida para conhecer os campos à sua volta. Até morder a maçã envenenada e perceber que aquilo tudo era só sua imaginação. Até um dia acordar, olhar em sua volta e não ver castelos, ou colinas verdinhas sob o sol; quando você percebe que nenhum príncipe encantado no cavalo branco vai chegar e te levar para um final feliz. Ilusões nos alimentam e as verdades nos desiludem.
Mas isso não é pretexto para sentar num canto e chorar. O mundo ainda pode ser um sonho, mesmo que com decepções, arrependimentos ou obstáculos. Temos que aprender a não ser só a princesa sensível que tem suas fraquezas, mas também a guerreira que vai atrás do que quer e não vai depender do príncipe para sorrir. Afinal, todas nós cansamos de esperar o sapo aprender, e hoje, verde está fora de moda! O mundo gira, novos reinos se erguerão, e você vai mudar o seu jeito de ver as coisas.
O dia que você perceber que está sentada na torre mais alta de todas as torres altas, esperando igual uma trouxa, escorregue por suas próprias tranças e vá fazer sua própria história!

Coceirinha de Escrever

É; eu tenho a Síndrome da Coceirinha de Escrever. E em seu pior estágio, o quadro se agrava para um complexo constante. Eu sei parar de escrever. Só não sei ainda como eu paro de pensar em escrever.
Os sintomas são claros, pessoas afetadas tendem a pensar muito. E a pensar muito em tudo. Nota-se o vício que é adquirido: sempre estão com um bloquinho, uma caneta. Ou elas fazem um BLOG. Não há padrão para reconhecimento, qualquer um pode ser um infectado pela mania súbita de juntar palavras. Tanto preciso escrever, e ora não me toca a varinha da inspiração. Aí, sobre o que escrever ?! Não sei ter regras para a literatura. Só sei transmitir o que sinto ! Então vamos lá, se concentre no que vocês está sentindo Luísa... qual é... tem que aparecer alguma coisa.
Estou com frio. Muitíssimo frio. Pés gelados, dedos idem. Entre corizas e espirros, digito este texto, esta postagem, que nem sei se merece tal título.
Afinal, é impulsionada por uma doença, não pelos meus desejos.

3 de julho de 2010

Perdida na escuridão

Coloca na cabeça, que eu não quero falar disso. Não quero dizer o que eu sinto. Quero ser falsa, evasiva, quero ser aquela que sai rindo no final. Quero saber como é isso, não ligar para os sentimentos alheios, não se importar. Preciso sentir a praticidade de uma vida assim, sem remorsos, uma vida construída pisando-se nos cacos de outros corações. Quero fugir de tudo isso que me rodeia, todo esse sentimentalismo barato, mas que me custa tão caro... Preciso descobrir como é a sensação, o feeling, de causar tanta dor. Afinal, deve haver uma boa explicação para tudo isso que você me trouxe. Você está tão bem ! Sai todas as noites, e só volta de manhãzinha. Ama todas incondicionalmente num prazo de uma noite. Eu queria estar no seu lugar, queria ver qual é a graça. O que te move ? Mal dá para acreditar que debaixo de tanta artimanha, bate um coração.

Ela foi dormir, com todos esses pensamentos na cabeça. Foi dormir para conseguir parar de chorar, para tirá-lo da cabeça por algumas horas. Como se fosse adiantar: o garoto vive em seus sonhos. Ela sente tudo isso, mas dizer ? Não, ela não diz. E ele continua sem saber o batalhão de emoções que ele provoca quando a procura, quando a faz sentir única, e especial. Ilude. Engana. E ela cai, ela acredita, ela sofre. E sofre mais por saber que da próxima vez, vai cair de novo.
Não sei o que ela espera disso tudo... Parece que realmente acredita que algo maior vai acontecer, que ele finalmente vai abrir aqueles olhinhos e perceber que ninguém nunca o amou tanto quanto ela. Estou começando a achar que ela realmente pensa isso, que um dia ele vai parar de usá-la, e começar a amá-la.

29 de junho de 2010

Superações de um amor aos pingos

Na vida, percebemos que no fim e todas as paixões, sempre há uma escolha a ser feita. Às vezes, escolhas que eu preferiria não ter de fazer, só de pensar em como tudo era mais simples no começo. O enredo é sempre o mesmo! Duas pessoas apaixonadas, que não estão mais juntas, e que por razões maiores, não podem ficar juntas no momento. É sempre assim, mudam os motivos, e as pessoas, e só. Já me acostumei com este quadro, e até parece uma conspiração, um castigo, ora. Porque todos os "maiores romances" da minha vida são destinados à tragédia? Mas não desisto, acredito que ainda há uma lição a ser dada, de tudo que eu fizer não me arrependerei uma gota, haverá o medo de amar, eu sei, mas nunca o receio de chorar por aquilo que foi verdadeiro.

Esperar, ou esquecer? Opção 1: viver sempre esperando algo maior, suportar a dor e desenvolver a capacidade de sangrar sem demonstrar, desejando uma pessoa, e torcendo para que, por ventura, você volte com ele(a). Arriscado, mas o tolo coração é cego aos olhos encantados. Ou a opção 2, que se subdivide SOFRER e SUPERAR. O período pode ser longo e difícil, porém é milhões de vezes mais eficaz que a espera. Convenhamos, você vai ficar mal, você vai sentir falta, e pode até perder o sentido de viver em alguns momentos. Mas vai passar, você não vai morrer (eu espero); a gente acaba achando felicidades em outras coisas, e aprendemos a amar mais à nós mesmos. Enterramos no passado o que sabemos que não faz mais parte do nosso presente, e sem mais chance para um futuro.
Em min'alma, as marcas que antes berravam, hoje sussurram em sopros incansáveis. Que não vão embora. A questão é: será possível apagar toda a lembrança de um amor? Sinceramente não sei, por nunca ter conseguido. Você permanece aqui, em mim.

Permanente

Nem que eu passe, e você finja que não me viu, eu tenho a certeza de que você notou. Meu andar imprudente, um jeito diferente, mais inconsequente, pretendendo não ligar para gente. Respirando outros ares, viajando em outros mares. Lugares que estavam fora da rota, mas hoje nada disso importa. Rumo sem saber para onde, para longe. Ainda sangrando um corte manchado, iludido, que fere através do amor, pressiona através da dor, e tortura pela lembrança.
Eis os fatos da confusão: apostei tudo em batidas incertas de um coração. Para me proteger, escondi as emoções que estavam tão à flor da pele. E mesmo sem a aceitação dos outros, eu já parei de me importar. Pois se não tivesse pensado tanto neles, não estaria no meu lugar. Eu não mudei, e sei que você percebeu. Essa é só minha armadura, que como a chuva, sabe disfarçar as minhas lágrimas, mas não consegue me evitar de chorar.
"O amor é permanente. Eu sinto muito." (Jason Reeves)

15 de maio de 2010

Mágica indiscritível: Sentir


Como definir um sentimento? É um nada! E ao mesmo tempo, poderia mudar tudo, mover montanhas, pintar universos... Sentimento é a reação que algo provoca no seu âmago mais puro, e mais intocável até então. Engraçado é pensar que não somos nós que sentimos esse mundo, mas sim ele que nos faz sentir.
Tudo o que tem nele me atrai. Cada ponto de personalidade, cada gesto atrapalhado que sublinha mais ainda meu encanto. Como explicar porque ele me deixa assim? A voz dele me causa sentimento. Arrepios. Calores. Amores. Saudades. DÚVIDAS.

Só se sabe definir alguma coisa se você a conhece, e a conhece bem. Eu posso até conhecê-lo muito bem, mas o mistério existe. Porque ao olhar em seus olhos, não faço ideia de como desvendá-los. Eles fazem-me sentir loucuras. Tal sentimento que não segue uma razão ou lógica. Afinal, não vejo caminhos curtos ou de fácil acesso até você. Mas é você que me fez sentir assim.
Te culpo, Te chamo, Te sinto, Te amo.

1 de maio de 2010

Em quatro grandes erros.

Nossa história foi estruturada em nossos erros. Tantas perguntas, e tantas razões para não tentar. Eu não saberia enumerar os erros que você cometeu, mas os meus eu ao menos reconheci.

O meu 1º maior erro foi te conhecer. Mesmo sabendo que não foi culpa minha, foi só um acaso de um coração aventureiro na hora e local errado. Mesmo não sendo um problema ao primeiro ver, mesmo você sendo um ninguém na primeira vez que te vi; já estava premeditado a ser um erro.

O meu 2º maior erro foi perceber o tanto que era lindo o teu sorriso. Relacionei-me com você, e ri do jeito que você ria. Subestimei a situação, subestimei o brilho dos seus olhos... Ah seus olhos. Como eu devia ter me escondido deles. Deveria ter sido tímida e reduzido os gestos à "olás" e "adeus". Mas meu bom senso nem se deu o trabalho de me avisar aonde eu pisava. E aí ele me olhou, com aquelas duas bolas enormes cheias de mistérios, mistérios cujos quais eu devia ter tido medo. Mas a vontade de desvendar-te falou mais alto. E quando eu me dei conta, não havia mais olhos, só eu perdida em sua imensidão perfeitamente desenhada. Mãos traiçoeiras, que tal noite foi enrolar seus dedos nos fios macios da cabeça dele.

E nesta mesma noite, nossos lábios se tocaram. Minhas pernas estavam recostadas, mas estavam tão tremulas que jurava não sentir mais por onde andavam. E aí, senti uma pequena batida desandar e perder o ritmo do meu coração. A partir daí, ele já me tinha por completo. Ele me queria, ou para ele eu era útil naquele momento. Afinal, não fui eu que tive a ousadia de um beijo, foi ele. Talvez meu 3º grande erro foi tê-lo beijado de volta.

O tempo passou, e insistimos nisso. O esforço que fazíamos para "fatalmente" nos encontrar, era constante, quase não se interrompia. O meu olhar pra ele já me denunciava. Não sentia receio em desistir de metade de minha vida por ele, pois só conseguia ver vida NELE. Não tinha sono ao virar noites acordadas em seus braços, ou lendo suas palavras. Não tinha peso na consciência por não ver mais meus amigos, mentir para todos, e ter sido egoísta com quem me rodeava. Peço perdão a todos, porque dei tudo por essa paixão. Acreditar que seria para sempre foi meu 4º maior erro, e com certeza o que mais me frustrou por meses.


Ele me deu um ideal do amor. E eu o acatei como a verdade, mas esse era só o meu ponto de vista.

28 de abril de 2010

São fases.


Estou passando por uma Crise de Identidade. Não, que mentira, eu sei bem minha identidade. Meu nome é Luísa Celiberto Muñoz, tenho 14 anos, moro em Jardim Palmares e estou no 1º ano do colegial. Estou passando é por uma Crise de Personalidade, aquela bem adolescêntica sabe ? Uma hora não sei o que fazer, o que ser. E tento me auxiliar, ficar me policiando toda hora... Pois é, sorte dos velhos (rs) que não sabem mais como é viver e ter que sobreviver no Mundo dos Adolescentes. Um período tão crítico, que desperta todas suas crises, porém não tem espaço para nenhuma delas. E acho que chegou a minha vez.
Ora quero ser a meiga, a "fofa", ter paciência, e ora sinto a necessidade de explodir, de ser um pouco intolerável, de provocar. Ou quero ser a centrada nos estudos, aquela que se dá bem nas provas, ou ás vezes preciso conversar, preciso rir, preciso não me importar. Quero conhecer todos os queridos, e ao mesmo tempo, não quero ser vista por ninguém. Ah se ao menos a sorte estivesse do meu lado, quem sabe aí eu seria menos complexa. Já me titulo de "a bipolar", porque sentir tudo o que eu sinto de uma vez só, nem eu aguento. Penso em tanta gente, tanta coisa, e crio mil perfis diferentes da versão original. O problema é quando não vejo mais espaço para ser eu mesma, quer dizer, não sei mais definir quem é "eu mesma" ! Não me entendam mal. Eu não "wannabe" da moda. Só tento me decifrar...
Tento ponderar de tudo um pouco. Impulsos e deveres, aparências e intimidades. Ô fasesinha impossível que é essa, adolescência. Afinal, enquanto muita gente quer aparecer, eu só quero me encaixar...

E quando a criança se perder por completo, a mulher vai se achar.

26 de abril de 2010

O tempo mata;




 (...) e as flores que você deixou comprovam

25 de abril de 2010

Estereo-Tipos

E não seja hipócrita ou inocente a ponto de acreditar em estereótipos fantásticos que nós sabemos que não é verdade. O amor não dura pra sempre, mas a vontade de amar sim. O destino também escreve torto em linhas tortas, aí você vai ter que depender de suas próprias ações para sair dessa. Forças opostas se atraem, porém também podem se repelir. O TEMPO MUDA SIM as coisas. Nada de querer viver atrás dos muros que construímos para a proteção da carne, pois senão a alma não vive. É importante ver a situação de várias perspectivas diferentes, não só da sua. Afinal o tempo passa, e aquele antigo drama da sua vida, hoje é refresco... Os problemas dramáticos da minha vida vão ficando para trás enquanto eu corro contra o que nada significa, e levo comigo só a experiência. Experiência que é fruto de tudo que acontece conosco. Experiência é o que vivemos, não nos mata, e nos fortalece. Tudo o que passa por nós e adiciona algo a nossa essência, nos modifica, nos lapida. Experiência vem com o tempo, e só com ele.

Portanto, TEMPO MUDA SIM. E não seja hipócrita ou inocente a ponto de acreditar em estereótipos fantásticos que nós sabemos que não é verdade...

18 de abril de 2010

Amar CANSA


Sem saber respostas para tornar minha existência menos vazia, e vazia, eu me enchi. Me enchi de esperanças, estimativas e ilusões que no final só fizeram parte de minha derrota. Me enchi de preocupações, de mágoas, de lágrimas, de dor. Me enchi de sofrer, me enchi de viver, me enchi de amar você. Me enchi de querer, me enchi de sonhar e me enchi de esperar o que não ia mais voltar. Me enchi dos meus amigos... e dos meus inimigos. Me enchi tanto de negatividades, sendo que a simples solução era só me esvaziar de você...

Aí cansei. Cansei dos bordões, cansei de não entender, de não saber, e de saber. Cansei de fingir que nunca tinha acontecido. Cansei de cair, cansei de me perder. Cansei de tudo relacionado a você. Cansei de acordar no meio da noite para chorar até dormir. Cansei de basear todas minhas ações em ti. Cansei de escolher você a mim. Cansei de ficar mal pelos seus erros, pelos seus problemas, e pelas soluções que você tomou. Cansei dos dias, das noites, e das madrugadas. Da chuva, da rua, e daquela praça. Cansei do que aconteceu, e do que deixou de acontecer.

Simplesmente CANSEI de não poder lembrar e ter medo de esquecer. E de não ter mais certeza se eu realmente conheci você. Agora a vida é sorrisos, decidi que amar alguém como você eu não preciso! Só é uma pena que demorou tanto tempo para perceber que, por mais que eu tenha ficado sem conseguir enxergar no breu que você me deixou, minha fonte de luz não é, e nunca será, você.

16 de abril de 2010

Eles e Elas

Ele que a fez absolutamente, totalmente e perdidamente apaixonada. Ele que a fez viver a história que qualquer uma sonha. Ele que a faz querer gritar seu amor, de tanta felicidade. Ou querer girtar sua saudade, de tanta tristeza.
Ele que a faz escutar as mesmas músicas e ler as mesmas cartas amassadas na sua gaveta. Ele que a deixa pensando naquilo que ela não consegue deixar de pensar. Amando aquilo que ela não escolheu amar. Imaginando, que se talvez pudesse escolher não pensaria naquele cara, ela escolheria qualquer outro. E então ela viaja, angustiada, realizando a sua vida sem ele que deixa seu coração assim, batendo rápido e devagar ao mesmo tempo.

O fato é que ela ama o menino. Ama tanto, a ponto de odiá-lo ao ver que ele tem que partir, ao ver o que ele vai fazer com seu pobre coração de menina, sonhador, e jovem. E odeia tanto esse setimento, porque depois percebe que a culpa não é dele, aquele anjo que a faz tremer ao tocá-la, e sim dela mesma, que a cada vez mais que sentiu essa paixão, deixou-a permanecer, e assim se fortalecer.
Então ela acaba odiando a si mesma!
E sempre quem é que está lá, pronto pra amá-la sob qualquer situação e sem nenhum limite ? ele.

Acho que é assim que as coisas acontecem entre eles e elas. Amam-se quando o outro mais precisa. Ou até quando não precisam, até quando não deveriam.

Meu anjo



Só eu sei quem é meu anjo, e como ele ninguém nunca vai se igualar. Só nos teus braços eu me sinto segura, totalmente, e por teus olhos me sinto bela, como nunca. Por tuas mãos me sinto amada, de fato. E por teu coração me sinto sempre com ele, voando, aonde suas asas reluzentes levarem teu corpo celestial, pronto para cumprir sua missão.
Hoje você vai embora, e junto com você, leva a cor dos meus dias. Traz a amargura no baque surdo da saudade. E deixa um vazio na vida. O dia chora, o breu toma conta das horas.
A chuva do dia mais triste desta primavera se joga contra as árvores frias. Grita sua fúria por trovões mal encarados. O que há, Céus? Porque choras e te revoltas? Será que implora seu anjo de volta, luz radiante de seu ser que tanto lhe faz falta? Ou será que assiste meu sofrimento aí de cima e sente pena por meu coração despedaçado, então espalha minhas lágrimas por toda as regiões como protesto do meu amor?
Que levem meu anjo aonde for e o façam viver seus próprios rumos. Mas quando a noite chegar, poucos momentos antes dele cair em seu repouso , sopre uma leve brisa em seus ouvidos, profunda e verdadeira, que penetre sua mente e convença seu coração de que em algum lugar por aí afora, existe uma menina desprotegida. Faça o destino que preferir, mas no momento em que ele menos esperar, pinte meu beijo nas nuvens, e que as cores suaves o relembre de sua mortal, que o espera, impaciente.
Não posso fazê-lo ficar comigo, por mais que seja meu desejo insaciável. E você sabe, Céu, que o que você quer que conta. Você tem controle do destino, do meu destino, do destino do até então meu guardião enviado por ti. E se tu tomas ele de mim hoje, espero ter a graça de sua presença, o brilho do seu sorriso, e a perfeição do seu viver algum outro dia.

(foto de Léo Lage)


E que nossa paixão seja infinita enquanto viva, e eterna quando acabada.

Arte Desarmônica

E pela minha pequena experiência na escrita poética
Posso afirma que o AMOR
Não é aquilo que eu escrevo em linhas de mãos tremulas
Mesmo que contudo me esforce com ardor
Ao tentar reproduzir em tinta pela pura ética
Já observo de lúcido, falhas.

Fácil é sentir o amor
Não digo fácil pelo sentindo real da palavra: sem complicações.
Fácil no sentido de ser, nascer, de existir por querer.
Acontecer, morrer, e por verdadeiro ser.
Espontâneo, jovial
Talvez melhor seja só sentir o amor REAL.

Mas ao escrever o tal texto de amor de tudo isso me desapareço
Eu calculo, manejo, manipulo minha expressão
Manipulo o impacto das minhas palavras
Mas a intenção, não era falar o coração ?
No amor sentido, nada do que virá a acontecer me ocorre.
No amor escrito eu penso, e penso.
Quem lerá estas linhas ? E o que pensará.

No REAL, me mato de amores, e parar de senti-lo, não consigo.
Não vejo, não me importo com mais nada, não ligo.
Não sinto para alguém, não sinto para agradar ninguém.
Mas no tal texto de amor, eu posso fazer isso.

Não sei sentir com regras, nem com medidas.
Não sei calar, nem refazer emoções.
Todavia, se meu texto está demasiado grande,
Ou quem diria, com overdose de ferida,
Corto, mudo, tiro e acerto.
Se o texto não faz mais sentido,
Amasso e jogo fora.
Mas quem disse que no amor REAL,
Eu posso fazer isso ?

Então se sou ao menos um projeto de poeta,
Ou tentando ser profeta de pateta,
Logo, nada sinto, muito menos à mão regrada.
E se no poeta faz sentir, se cala
Colocando no papel, se espalha;
Choro cristalindos versos,
Que faz sentir lágrimas em outros corações.