E pela minha pequena experiência na escrita poética
Posso afirma que o AMOR
Não é aquilo que eu escrevo em linhas de mãos
tremulasMesmo que contudo me esforce com ardor
Ao tentar reproduzir em tinta pela pura ética
Já observo de lúcido, falhas.
Fácil é sentir o amor
Não digo fácil pelo sentindo real da palavra: sem complicações.
Fácil no sentido de ser, nascer, de existir por querer.
Acontecer, morrer, e por verdadeiro ser.
Espontâneo, jovial
Talvez melhor seja só sentir o amor REAL.
Mas ao escrever o tal texto de amor de tudo isso me desapareço
Eu calculo, manejo, manipulo minha expressão
Manipulo o impacto das minhas palavras
Mas a intenção, não era falar o coração ?
No amor sentido, nada do que virá a acontecer me ocorre.
No amor escrito eu penso, e penso.
Quem lerá estas linhas ? E o que pensará.
No REAL, me mato de amores, e parar de senti-lo, não consigo.
Não vejo, não me importo com mais nada, não ligo.
Não sinto para alguém, não sinto para agradar ninguém.
Mas no tal texto de amor, eu posso fazer isso.
Não sei sentir com regras, nem com medidas.
Não sei calar, nem refazer emoções.
Todavia, se meu texto está demasiado grande,
Ou quem diria, com
overdose de ferida,
Corto, mudo, tiro e acerto.
Se o texto não faz mais sentido,
Amasso e jogo fora.
Mas quem disse que no amor REAL,
Eu posso fazer isso ?
Então se sou ao menos um
projeto de poeta,
Ou tentando ser profeta de pateta,
Logo, nada sinto, muito menos à mão regrada.
E se no poeta faz sentir, se cala
Colocando no papel, se espalha;
Choro
cristalindos versos,
Que faz sentir lágrimas em outros corações.