... Porque com palavras pode-se voar.

28 de abril de 2010

São fases.


Estou passando por uma Crise de Identidade. Não, que mentira, eu sei bem minha identidade. Meu nome é Luísa Celiberto Muñoz, tenho 14 anos, moro em Jardim Palmares e estou no 1º ano do colegial. Estou passando é por uma Crise de Personalidade, aquela bem adolescêntica sabe ? Uma hora não sei o que fazer, o que ser. E tento me auxiliar, ficar me policiando toda hora... Pois é, sorte dos velhos (rs) que não sabem mais como é viver e ter que sobreviver no Mundo dos Adolescentes. Um período tão crítico, que desperta todas suas crises, porém não tem espaço para nenhuma delas. E acho que chegou a minha vez.
Ora quero ser a meiga, a "fofa", ter paciência, e ora sinto a necessidade de explodir, de ser um pouco intolerável, de provocar. Ou quero ser a centrada nos estudos, aquela que se dá bem nas provas, ou ás vezes preciso conversar, preciso rir, preciso não me importar. Quero conhecer todos os queridos, e ao mesmo tempo, não quero ser vista por ninguém. Ah se ao menos a sorte estivesse do meu lado, quem sabe aí eu seria menos complexa. Já me titulo de "a bipolar", porque sentir tudo o que eu sinto de uma vez só, nem eu aguento. Penso em tanta gente, tanta coisa, e crio mil perfis diferentes da versão original. O problema é quando não vejo mais espaço para ser eu mesma, quer dizer, não sei mais definir quem é "eu mesma" ! Não me entendam mal. Eu não "wannabe" da moda. Só tento me decifrar...
Tento ponderar de tudo um pouco. Impulsos e deveres, aparências e intimidades. Ô fasesinha impossível que é essa, adolescência. Afinal, enquanto muita gente quer aparecer, eu só quero me encaixar...

E quando a criança se perder por completo, a mulher vai se achar.

26 de abril de 2010

O tempo mata;




 (...) e as flores que você deixou comprovam

25 de abril de 2010

Estereo-Tipos

E não seja hipócrita ou inocente a ponto de acreditar em estereótipos fantásticos que nós sabemos que não é verdade. O amor não dura pra sempre, mas a vontade de amar sim. O destino também escreve torto em linhas tortas, aí você vai ter que depender de suas próprias ações para sair dessa. Forças opostas se atraem, porém também podem se repelir. O TEMPO MUDA SIM as coisas. Nada de querer viver atrás dos muros que construímos para a proteção da carne, pois senão a alma não vive. É importante ver a situação de várias perspectivas diferentes, não só da sua. Afinal o tempo passa, e aquele antigo drama da sua vida, hoje é refresco... Os problemas dramáticos da minha vida vão ficando para trás enquanto eu corro contra o que nada significa, e levo comigo só a experiência. Experiência que é fruto de tudo que acontece conosco. Experiência é o que vivemos, não nos mata, e nos fortalece. Tudo o que passa por nós e adiciona algo a nossa essência, nos modifica, nos lapida. Experiência vem com o tempo, e só com ele.

Portanto, TEMPO MUDA SIM. E não seja hipócrita ou inocente a ponto de acreditar em estereótipos fantásticos que nós sabemos que não é verdade...

18 de abril de 2010

Amar CANSA


Sem saber respostas para tornar minha existência menos vazia, e vazia, eu me enchi. Me enchi de esperanças, estimativas e ilusões que no final só fizeram parte de minha derrota. Me enchi de preocupações, de mágoas, de lágrimas, de dor. Me enchi de sofrer, me enchi de viver, me enchi de amar você. Me enchi de querer, me enchi de sonhar e me enchi de esperar o que não ia mais voltar. Me enchi dos meus amigos... e dos meus inimigos. Me enchi tanto de negatividades, sendo que a simples solução era só me esvaziar de você...

Aí cansei. Cansei dos bordões, cansei de não entender, de não saber, e de saber. Cansei de fingir que nunca tinha acontecido. Cansei de cair, cansei de me perder. Cansei de tudo relacionado a você. Cansei de acordar no meio da noite para chorar até dormir. Cansei de basear todas minhas ações em ti. Cansei de escolher você a mim. Cansei de ficar mal pelos seus erros, pelos seus problemas, e pelas soluções que você tomou. Cansei dos dias, das noites, e das madrugadas. Da chuva, da rua, e daquela praça. Cansei do que aconteceu, e do que deixou de acontecer.

Simplesmente CANSEI de não poder lembrar e ter medo de esquecer. E de não ter mais certeza se eu realmente conheci você. Agora a vida é sorrisos, decidi que amar alguém como você eu não preciso! Só é uma pena que demorou tanto tempo para perceber que, por mais que eu tenha ficado sem conseguir enxergar no breu que você me deixou, minha fonte de luz não é, e nunca será, você.

16 de abril de 2010

Eles e Elas

Ele que a fez absolutamente, totalmente e perdidamente apaixonada. Ele que a fez viver a história que qualquer uma sonha. Ele que a faz querer gritar seu amor, de tanta felicidade. Ou querer girtar sua saudade, de tanta tristeza.
Ele que a faz escutar as mesmas músicas e ler as mesmas cartas amassadas na sua gaveta. Ele que a deixa pensando naquilo que ela não consegue deixar de pensar. Amando aquilo que ela não escolheu amar. Imaginando, que se talvez pudesse escolher não pensaria naquele cara, ela escolheria qualquer outro. E então ela viaja, angustiada, realizando a sua vida sem ele que deixa seu coração assim, batendo rápido e devagar ao mesmo tempo.

O fato é que ela ama o menino. Ama tanto, a ponto de odiá-lo ao ver que ele tem que partir, ao ver o que ele vai fazer com seu pobre coração de menina, sonhador, e jovem. E odeia tanto esse setimento, porque depois percebe que a culpa não é dele, aquele anjo que a faz tremer ao tocá-la, e sim dela mesma, que a cada vez mais que sentiu essa paixão, deixou-a permanecer, e assim se fortalecer.
Então ela acaba odiando a si mesma!
E sempre quem é que está lá, pronto pra amá-la sob qualquer situação e sem nenhum limite ? ele.

Acho que é assim que as coisas acontecem entre eles e elas. Amam-se quando o outro mais precisa. Ou até quando não precisam, até quando não deveriam.

Meu anjo



Só eu sei quem é meu anjo, e como ele ninguém nunca vai se igualar. Só nos teus braços eu me sinto segura, totalmente, e por teus olhos me sinto bela, como nunca. Por tuas mãos me sinto amada, de fato. E por teu coração me sinto sempre com ele, voando, aonde suas asas reluzentes levarem teu corpo celestial, pronto para cumprir sua missão.
Hoje você vai embora, e junto com você, leva a cor dos meus dias. Traz a amargura no baque surdo da saudade. E deixa um vazio na vida. O dia chora, o breu toma conta das horas.
A chuva do dia mais triste desta primavera se joga contra as árvores frias. Grita sua fúria por trovões mal encarados. O que há, Céus? Porque choras e te revoltas? Será que implora seu anjo de volta, luz radiante de seu ser que tanto lhe faz falta? Ou será que assiste meu sofrimento aí de cima e sente pena por meu coração despedaçado, então espalha minhas lágrimas por toda as regiões como protesto do meu amor?
Que levem meu anjo aonde for e o façam viver seus próprios rumos. Mas quando a noite chegar, poucos momentos antes dele cair em seu repouso , sopre uma leve brisa em seus ouvidos, profunda e verdadeira, que penetre sua mente e convença seu coração de que em algum lugar por aí afora, existe uma menina desprotegida. Faça o destino que preferir, mas no momento em que ele menos esperar, pinte meu beijo nas nuvens, e que as cores suaves o relembre de sua mortal, que o espera, impaciente.
Não posso fazê-lo ficar comigo, por mais que seja meu desejo insaciável. E você sabe, Céu, que o que você quer que conta. Você tem controle do destino, do meu destino, do destino do até então meu guardião enviado por ti. E se tu tomas ele de mim hoje, espero ter a graça de sua presença, o brilho do seu sorriso, e a perfeição do seu viver algum outro dia.

(foto de Léo Lage)


E que nossa paixão seja infinita enquanto viva, e eterna quando acabada.

Arte Desarmônica

E pela minha pequena experiência na escrita poética
Posso afirma que o AMOR
Não é aquilo que eu escrevo em linhas de mãos tremulas
Mesmo que contudo me esforce com ardor
Ao tentar reproduzir em tinta pela pura ética
Já observo de lúcido, falhas.

Fácil é sentir o amor
Não digo fácil pelo sentindo real da palavra: sem complicações.
Fácil no sentido de ser, nascer, de existir por querer.
Acontecer, morrer, e por verdadeiro ser.
Espontâneo, jovial
Talvez melhor seja só sentir o amor REAL.

Mas ao escrever o tal texto de amor de tudo isso me desapareço
Eu calculo, manejo, manipulo minha expressão
Manipulo o impacto das minhas palavras
Mas a intenção, não era falar o coração ?
No amor sentido, nada do que virá a acontecer me ocorre.
No amor escrito eu penso, e penso.
Quem lerá estas linhas ? E o que pensará.

No REAL, me mato de amores, e parar de senti-lo, não consigo.
Não vejo, não me importo com mais nada, não ligo.
Não sinto para alguém, não sinto para agradar ninguém.
Mas no tal texto de amor, eu posso fazer isso.

Não sei sentir com regras, nem com medidas.
Não sei calar, nem refazer emoções.
Todavia, se meu texto está demasiado grande,
Ou quem diria, com overdose de ferida,
Corto, mudo, tiro e acerto.
Se o texto não faz mais sentido,
Amasso e jogo fora.
Mas quem disse que no amor REAL,
Eu posso fazer isso ?

Então se sou ao menos um projeto de poeta,
Ou tentando ser profeta de pateta,
Logo, nada sinto, muito menos à mão regrada.
E se no poeta faz sentir, se cala
Colocando no papel, se espalha;
Choro cristalindos versos,
Que faz sentir lágrimas em outros corações.