... Porque com palavras pode-se voar.

29 de junho de 2010

Superações de um amor aos pingos

Na vida, percebemos que no fim e todas as paixões, sempre há uma escolha a ser feita. Às vezes, escolhas que eu preferiria não ter de fazer, só de pensar em como tudo era mais simples no começo. O enredo é sempre o mesmo! Duas pessoas apaixonadas, que não estão mais juntas, e que por razões maiores, não podem ficar juntas no momento. É sempre assim, mudam os motivos, e as pessoas, e só. Já me acostumei com este quadro, e até parece uma conspiração, um castigo, ora. Porque todos os "maiores romances" da minha vida são destinados à tragédia? Mas não desisto, acredito que ainda há uma lição a ser dada, de tudo que eu fizer não me arrependerei uma gota, haverá o medo de amar, eu sei, mas nunca o receio de chorar por aquilo que foi verdadeiro.

Esperar, ou esquecer? Opção 1: viver sempre esperando algo maior, suportar a dor e desenvolver a capacidade de sangrar sem demonstrar, desejando uma pessoa, e torcendo para que, por ventura, você volte com ele(a). Arriscado, mas o tolo coração é cego aos olhos encantados. Ou a opção 2, que se subdivide SOFRER e SUPERAR. O período pode ser longo e difícil, porém é milhões de vezes mais eficaz que a espera. Convenhamos, você vai ficar mal, você vai sentir falta, e pode até perder o sentido de viver em alguns momentos. Mas vai passar, você não vai morrer (eu espero); a gente acaba achando felicidades em outras coisas, e aprendemos a amar mais à nós mesmos. Enterramos no passado o que sabemos que não faz mais parte do nosso presente, e sem mais chance para um futuro.
Em min'alma, as marcas que antes berravam, hoje sussurram em sopros incansáveis. Que não vão embora. A questão é: será possível apagar toda a lembrança de um amor? Sinceramente não sei, por nunca ter conseguido. Você permanece aqui, em mim.

Permanente

Nem que eu passe, e você finja que não me viu, eu tenho a certeza de que você notou. Meu andar imprudente, um jeito diferente, mais inconsequente, pretendendo não ligar para gente. Respirando outros ares, viajando em outros mares. Lugares que estavam fora da rota, mas hoje nada disso importa. Rumo sem saber para onde, para longe. Ainda sangrando um corte manchado, iludido, que fere através do amor, pressiona através da dor, e tortura pela lembrança.
Eis os fatos da confusão: apostei tudo em batidas incertas de um coração. Para me proteger, escondi as emoções que estavam tão à flor da pele. E mesmo sem a aceitação dos outros, eu já parei de me importar. Pois se não tivesse pensado tanto neles, não estaria no meu lugar. Eu não mudei, e sei que você percebeu. Essa é só minha armadura, que como a chuva, sabe disfarçar as minhas lágrimas, mas não consegue me evitar de chorar.
"O amor é permanente. Eu sinto muito." (Jason Reeves)