... Porque com palavras pode-se voar.

27 de julho de 2010

Você já descobriu a sua?


Se eu pudesse dar um conselho para todos os seres humanos da Terra, eu diria o seguinte:
FALE.

Sim. FALE o que você pensa. EXPRESSE seus sentimentos. Não deixe nada ficar no caminho entre você e a verdade. Afinal, o que eu sempre digo, dá pra mentir para todo mundo, mas não dá para enganar a si mesmo. Se calar, é uma fraqueza. Se esconder, é uma barreira a ser superada. A voz nos foi dada, mas a atitude tem que ser adquirida. A sociedade de hoje é programada para nos reprimir. "Compre isto", "Faça isto", "Seja assim". Eles querem humanos homogêneos. E se deixarmos as coisas passarem, um detalhe aqui, e outro ali, estaremos somente fugindo da verdade.
Digo isso, porque eu já fui a calada, e não recomendo a ninguém. Já deixei de dizer "EU TE AMO" para uma pessoa única, que hoje tá por aí nesse mundão, sem nunca saber desse sentimento que existiu. Já me calei quando queria questionar opiniões, regras. Já sorri e disse que não havia problema algum, enquanto queria chorar e admitir que estava perdida. Já me deixei ser insultada, por não ter reunido coragem o bastante para ir lá e devolver. Acontece. Mas não deixe acontecer sempre, e nem para sempre.

O mundo tá para aqueles que aprenderam a se impor. E para aqueles que descobriram sua voz.

22 de julho de 2010

Vinte e Um de Julho, de Dois Mil e Dez


Nesta manhã, o despertador tocou milhares de vezes. Eu o desligava, como se não quisesse acordar e encarar a realidade daquele meu dia. Ou como se eu não estivesse corajosa o bastante. Mas uma hora, finalmente levantei. Apressadamente, me troquei, prendi os fios de cabelo num coque mal-feito, escovei os dentes, peguei os exames e entrei no carro. Estava ansiosa. Aflita. Simplesmente por não esperar boas notícias.
Chegando ao meu destino, sentei-me em frente ao médico e lhe entreguei o envelope. Ele analizou os gráficos cautelosamente, leu todas as páginas, e depois voltou ao ínicio, e leu tudo de novo. Abaixou os óculos e fez algumas anotações em um papel. Ao acabar, levantou os olhos para mim, como se tivesse percebido que eu chegara só naquele instante. Sem delongas, grosso e direto, ele disse:
- Você tem asma, Luísa.

Não vou dizer que não esperava algo do tipo. Afinal, já havia meses que estava com aqueles problemas respiratórios, e eu sabia que havia algo de errado. Em meus piores pesadelos, eu sonhava não ter mais ar para respirar, ou sonhava com cirurgias, transplantes, dor. Realmente, asma não é o fim do mundo, pelo menos não pra mim. Mas algo nas palavras do doutor, causou um choque de realidade em cada circuito da minha cabecinha. Depois de ter dito, retirou da gaveta uma bombinha asmática. Quando a toquei, parece que a ficha foi caindo. Eu estou usando uma bombinha de asma agora!

ASMA


... seria a minha rotina daqui em diante.
A reação das pessoas à notícia, é bem variada. Tem gente que fica surpreso (claro), e me deseja os pêsames. Tem gente que fica curioso em relação ao sintomas, e que nem acredita que pode ser asma mesmo. Tem gente que diz que vai ficar tudo bem, que eu vou me adaptar. O certo é que eu ainda não sei como tratar esse problema. Ainda não sei como me sentir em relação à isso.
Só sei que estou encarando isso como um recomeço. Me chateou muito ter que parar com os esportes e qualquer outra atividade física por tanto tempo. E quanto a asma ? Vou aprender a conviver com ela. Pois sabemos que asma não é virose, não se cura; Asma pode ser eterno.




E por mim, ela pode vir !
Eu estou mais que pronta agora.








15 de julho de 2010

Sem título1.doc


Naquela manhã de sábado, as coisas amanheceram diferente. Ela acordou, com pouca dor de cabeça, ouviu as vozes na sala. Esperou no escuro até que todos deixassem a casa. Quando ficou sozinha, deitou no sofá, se enfiou embaixo das cobertas, e ali ficou. Por horas. Ela sabia que aquele não era um dia normal. Dava para sentir a melancolidade no ar...
Se tudo estivesse bem, ela teria acordado às 11h, e não às 14h30. Ela ligaria para os amigos, e à uma hora dessas nem estaria mais aqui. Mas não, ela via tudo à sua volta cinza, e a sua única vontade era de ficar exatamente do jeito e aonde ela estava: de pijama, calada e em casa.
O irmão voltou primeiro. A viu daquele jeito, mas prefiriu ficar na sua. Depois de alguns momentos, se deitou ao lado dela, e a abraçou. Ele entendeu que havia algo errado, e ela não diria nada. "Está tudo bem", ela diria. Não importa quem perguntasse. Mais tarde, a avó e a mãe chegaram. Estranharam a menina. Estava de corpo quente, mas seus olhos estavam tão frios... A avó indagou que ela estava muito quieta, e a mãe lhe chamou para sair. Ela recusou.Ela sabia que certamente este dia ficaria em sua memória para sempre, e a assombraria. Ela não queria que as coisas tivessem sido assim, e não sabe o que não trocaria por voltar no tempo e refazer o que fez. Mas não existia esse tipo de magia, esse tipo de solução medíocre; e aquele sábado era a prova disso.
Ela entrou no msn como "Invisível". Porque era exatamente desse jeito que queria ser vista. Ela simplesmente não queria. Fechou o twitter, não respondeu seu formspring. Ela teve medo de entrar no computador. Ela queria se esconder, e queria até esconder esse texto. Mas sabia que tinha que desabafar de algum modo.



Afinal,
Contavam-se nos dedos as palavras que ela disse o dia todo. Isso para aqueles que não sabiam entender o que diziam as suas lágrimas...





10 de julho de 2010

Numa madrugada on-line


Aqui estou de novo. Batendo em teclas, noite adentro, com o coração doendo. Quem já passou por tudo isso, sabe. Pra quem ama, mas só pra quem ama de verdade, é fácil jogar todos os sonhos ao vento. É fácil esperar, não falar, fazer. É fácil cruzar estados, países. Todo esforço vira um nada, todo sacrifício vira prazer, quando a recompensa é você. É fácil deixar que falem, que digam. É fácil enfrentar o mundo, de peito aberto, que venham! É fácil sentir que posso tudo, porque com você ao meu lado, eu realmente posso. Se ele(a) tivesse realmente se envolvido, teria tornado toda escuridão em luz, em somente um sorriso. Não sei se pra você iria mudar algo, afinal são tantos corações ricocheteados pelo seu olhar, não é? Eu só sei que para mim, faria a total diferença.
Sabe onde as coisas começam a ficar difíceis ? Você foi embora... Fica difícil apagar, fingir que não está me afetando. É difícil esconder as lágrimas, os suspiros quando algum amigo toca no seu nome. É difícil encontrar outra razão para viver, outro motivo para sonhar, outras palavras para se inspirar. É difícil entender porque acabou. Tantas dúvidas, que nem sei mais porque começou. É difícil encarar a verdade, e pensar no que você faria, se de um momento para outro, eu deixasse de existir. Será que você choraria? Se arrependeria, ou sua consciência está leve? Talvez você fingiria que não me conhece, e não se deixaria afetar. Afinal, sofrer é tão ruim, não é? Você me ensinou do pior jeito.


Deixo isso daqui, em memória à todos os corações partidos que ainda relutam à bater. À todos(as) que viveram um amor que era pequeno demais para nossas expectativas. Para aqueles(as) que acreditaram nos finais felizes, e não na maçã envenenada.

A Princesa


Ela cria um mundo de contos-de-fada em volta do seu castelo, como se tudo fosse cor-de-arco-íris e melodia, se esquecendo dos dragões que estão lá para sempre nos impedir e bruxas que nos amaldiçoam... Mas na cabeça dela, o bem sempre vai triunfar. Como em todo conto, a princesa é curiosa, e foge do reino escondida para conhecer os campos à sua volta. Até morder a maçã envenenada e perceber que aquilo tudo era só sua imaginação. Até um dia acordar, olhar em sua volta e não ver castelos, ou colinas verdinhas sob o sol; quando você percebe que nenhum príncipe encantado no cavalo branco vai chegar e te levar para um final feliz. Ilusões nos alimentam e as verdades nos desiludem.
Mas isso não é pretexto para sentar num canto e chorar. O mundo ainda pode ser um sonho, mesmo que com decepções, arrependimentos ou obstáculos. Temos que aprender a não ser só a princesa sensível que tem suas fraquezas, mas também a guerreira que vai atrás do que quer e não vai depender do príncipe para sorrir. Afinal, todas nós cansamos de esperar o sapo aprender, e hoje, verde está fora de moda! O mundo gira, novos reinos se erguerão, e você vai mudar o seu jeito de ver as coisas.
O dia que você perceber que está sentada na torre mais alta de todas as torres altas, esperando igual uma trouxa, escorregue por suas próprias tranças e vá fazer sua própria história!

Coceirinha de Escrever

É; eu tenho a Síndrome da Coceirinha de Escrever. E em seu pior estágio, o quadro se agrava para um complexo constante. Eu sei parar de escrever. Só não sei ainda como eu paro de pensar em escrever.
Os sintomas são claros, pessoas afetadas tendem a pensar muito. E a pensar muito em tudo. Nota-se o vício que é adquirido: sempre estão com um bloquinho, uma caneta. Ou elas fazem um BLOG. Não há padrão para reconhecimento, qualquer um pode ser um infectado pela mania súbita de juntar palavras. Tanto preciso escrever, e ora não me toca a varinha da inspiração. Aí, sobre o que escrever ?! Não sei ter regras para a literatura. Só sei transmitir o que sinto ! Então vamos lá, se concentre no que vocês está sentindo Luísa... qual é... tem que aparecer alguma coisa.
Estou com frio. Muitíssimo frio. Pés gelados, dedos idem. Entre corizas e espirros, digito este texto, esta postagem, que nem sei se merece tal título.
Afinal, é impulsionada por uma doença, não pelos meus desejos.

3 de julho de 2010

Perdida na escuridão

Coloca na cabeça, que eu não quero falar disso. Não quero dizer o que eu sinto. Quero ser falsa, evasiva, quero ser aquela que sai rindo no final. Quero saber como é isso, não ligar para os sentimentos alheios, não se importar. Preciso sentir a praticidade de uma vida assim, sem remorsos, uma vida construída pisando-se nos cacos de outros corações. Quero fugir de tudo isso que me rodeia, todo esse sentimentalismo barato, mas que me custa tão caro... Preciso descobrir como é a sensação, o feeling, de causar tanta dor. Afinal, deve haver uma boa explicação para tudo isso que você me trouxe. Você está tão bem ! Sai todas as noites, e só volta de manhãzinha. Ama todas incondicionalmente num prazo de uma noite. Eu queria estar no seu lugar, queria ver qual é a graça. O que te move ? Mal dá para acreditar que debaixo de tanta artimanha, bate um coração.

Ela foi dormir, com todos esses pensamentos na cabeça. Foi dormir para conseguir parar de chorar, para tirá-lo da cabeça por algumas horas. Como se fosse adiantar: o garoto vive em seus sonhos. Ela sente tudo isso, mas dizer ? Não, ela não diz. E ele continua sem saber o batalhão de emoções que ele provoca quando a procura, quando a faz sentir única, e especial. Ilude. Engana. E ela cai, ela acredita, ela sofre. E sofre mais por saber que da próxima vez, vai cair de novo.
Não sei o que ela espera disso tudo... Parece que realmente acredita que algo maior vai acontecer, que ele finalmente vai abrir aqueles olhinhos e perceber que ninguém nunca o amou tanto quanto ela. Estou começando a achar que ela realmente pensa isso, que um dia ele vai parar de usá-la, e começar a amá-la.