... Porque com palavras pode-se voar.

15 de junho de 2011

Apelo


Por quê tão triste, coração?
Quem traíste tua confiança?
Trazendo à tona a insegurança
De quem não acredita mais no amor.

Pra quê tanta dor, coração?
Não é mais fácil resolver tudo num sorriso?
Preencher de luz tais profundos abismos
E camuflar com um punhado de falsidade, a solidão?

Ouça bem o que lhe digo
Pois também já tive o coração partido
Entendo-te, e no meu ombro podes chorar

É difícil, mas é preciso crer
E desistir do que lhe traz problema
Confia, pois te prometo que ser feliz vale a pena.

Aonde quer que eu vá

Algo me atrai terrivelmente. Não sei se são os olhos, o sorriso, o jeito que fala meu nome, que toca minha nuca, que chama meus lábios... É um mistério. Um mistério que criei desde a primeira vez que nos vimos. Como eu poderia imaginar que me pegaria pensando em você sem perceber?
E que sensação maravilhosa é poder ter lembranças suas! E que angústia é só poder revê-lo nos meus pensamentos. Mas é melhor assim. Incontestavelmente chega a hora de acordarmos e nos concentrar na realidade, no que está ao nosso redor, e não no que nós gostaríamos que estivesse.
Por mais que eu queria te guardar dentro de mim, a única coisa que posso ter sua é a lembrança. Meu erro foi insistir por tanto tempo que poderia te envolver nos meus próprios sonhos. Hoje o mar me conta histórias e um dia me traz arrepios. E toda vez que aquela lua surge na escuridão e calmaria da madrugada, me coloco à admirá-la. De olhos fechados, revivo e deixo de lado o passado. E sonho para te encontrar.