Andando pelos frios corredores. Com um só pensamento na cabeça: "Calma, o tempo ensina. Eu sou forte. Sou mais que tudo isso. Vai dar tudo certo". Uma lágrima ousa formar-se em meus olhos, mas eu a impeço de cair. Um sentimento de desespero forma-se no meu peito, mas eu não o escuto. Uma súbita vontade de sumir por tempo ilimitado cresce, fugir para longe, onde possa esquecer dos maus momentos por alguns dias. Mas eu não vou.
Entro no salão com a cabeça erguida, e ninguém presta atenção à minha chegada. Sentei ao lado de amigos que não podiam me ajudar, e procurei pelo teu rosto com os olhos. Você não estava lá. Talvez teve a oportunidade de correr para algum refúgio para que não pudessem ver sua dor. Não tive a mesma sorte, me fiz de forte e continuei lá, esperando, esperando que a alegria dos outros me distraísse, que outros assuntos me fizessem esquecer, que curtos sorrisos apagassem longas e frias lágrimas... Esperando que algo desse fim ao meu sofrimento.
O cansaço de ter passado a última noite em claro me arremete, e finalmente algum sono me conforta. A única resposta que gostaria de ter, é saber como vai ser quando acordar, e for obrigada a retornar ao mundo real

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