... Porque com palavras pode-se voar.

29 de novembro de 2011

Espere pelo amor...

... Que te pegue de surpresa, aquele que você vai tentar resistir mas, aos poucos, vai perceber que já é tarde demais. Entregue-se para aquele que diga que você é linda, sem maquiagem, com cara de sono, com lágrimas no rosto ou com um largo sorriso. Ame-o pela sinceridade, pelo jeito que ele te beija para encerrar uma briga, ou como te conforta quando você mais precisa. Opte por aquele amor que haja sensualidade, mas que também haja a jovialidade necessária para se tratarem como velhos amigos. Não lhe pode faltar aquela pitada de espontaneidade, algo que venha dele para tirar seu dia dos trilhos da rotina. Ele sempre vai querer estar cuidando de você, e, quando tiver oportunidade, vai te envolver com os braços para sentir-se segura, te dará seu casaco e nunca vai admitir que sente frio para te ver bem, e olhará com cara feia para todos aqueles que tentarem se aproximar de você, por puro ciúmes. Você vai ter que perdoar alguma mentirinha ou se ele esquecer a data do aniversário de namoro, mas com o tempo ele se acostuma. Afinal, ele aguenta todo mês sua maldita TPM e faz com que ela seja menos ruim. E você sabe que ele merece um prêmio por isso! Seu grande amor vai te mostrar que essa história de "metade da laranja" é papo furado. A gente aprende que não é encontrando uma pessoa igual a nós mesmos que somos felizes. Portanto não espere que pensem/ajam/gostam/façam as mesmas coisas, e saibam desfrutar dessa diferença. Aprendam um com o outro. Entretanto, essas mesmas diferenças farão vocês brigarem, e essas brigas vão machucar aos dois. Mas o tempo e a paciência fazem sua parte, e as brigas acabam tornando-se necessárias para fazer as pazes mais gostosas!
Ame certo. Ame errado. O importante é amar bem. Ame aquele que você tenha a certeza e o medo de que, mesmo se um dia tudo acabar, nunca se tornará só mais um nome, sem rosto, memória, ou sem saudades.

Obrigada, Luiz Felipe. 

Retrato


Noite. Debaixo dos panos. Uma velha amiga me pergunta sobre uma velha história que em mim não surte mais sentido ou efeito. Aí me lembrei de um velho Ele, Ele que já abandonara meus pensamentos há tempos, e que só o resquício do resquício se mantinha/resistia no subconsciente. Mas ao abrir a boca, deixei as pequenas memórias escaparem, e romperam no espaço tão rápido e repentinamente que formaram uma lembrança inteira Dele, como se o próprio estivesse respirando do ar do quarto...
E aí eu me lembrei. Do jeito, dos traços, do trato, e retratos, invadindo mente e boca e, confesso, um pouco de coração. Seus terríveis olhos enchiam-me a mente, embriagavam-me com o teu conteúdo, faziam-me síntese de mim mesma. Descobriam coisas que já cobertas, e tão bem escondidas que nem eu sabia que estavam lá. O fato é que eu nem sabia que ainda sabia tanto sobre Ele. Freei-me antes que lhe revelasse ali, sem zelo algum às lembranças que eram minhas, e só minhas.
- Acho que já disse demais - e virei-me nas cobertas, com as mãos trêmulas e o orgulho ferido - Já passa da meia-noite... 
E dormi. E sonhei. Com algo que não existe mais, isso se um dia existiu. Mas o inconsciente sabia, e se permitiu viajar. Não o julgo, só o deixei terminar a fantasia, que me despertou antes que o alarme tocasse para um novo dia que me aguardava sóbria de irrealidades.