... Porque com palavras pode-se voar.

27 de dezembro de 2011

Então, dói. (...)


(...) Algumas vezes menos que as outras. Mas nunca o suficiente para parar de doer. Por ora, está sempre ali.

26 de dezembro de 2011

É como quando só pensar em alguém basta para se sentir feliz...


Sorriso involuntário espontâneo: se você já encontrou alguém que lhe causou um desses, seja por uma palavra, um gesto ou simplesmente por uma lembrança, mantenha-no por perto.

25 de dezembro de 2011

2011 foi...

Intitulei este texto com o sincero intento de formular minhas conclusões finais sobre o que foi este ano. Mas ao invés disso, me concentrarei em uma época que nunca fora como a deste ano. Que final de ano é esse, por Deus?
Se fosse uma estação, seria inverno e não verão. Por mais que o dia esteja ensolarado e fresco, envolto no canto dos pássaros, nada me faz ter vontade de respirar a pureza do ar-livre, e o fulgor colorido que antes o verão me trazia aos olhos é ofuscado. Os números do calendário ao passar não causam nenhum efeito, pois desperdício meus dias tentando fazer com que eles passem mais depressa. E a rotina vira padrão, horas e horas nesta máquina pela qual vos escrevo. Nada é percebido por mim como antes. Nem o Natal, que significava alguma magia para mim, ate é isso está mudado.
A palavra é: desestabilização. Fui atormentada para fora da minha zona de conforto. E em situações como essas, não é fácil achar algo em que se agarrar. E este terremoto tem mais de um motivo, mais de uma fonte, que se juntou ao caos de um furacão. Certas coisas foram inevitáveis, uma surpresa que eu definitivamente não enxergava vindo, e outras eu poderia ter evitado. Se eu tivesse uma chance de voltar no tempo... Ah, o que eu não acertaria?
E o tempo ainda consegue ser a resposta para tudo. Tempo que vai me mudar, me curar. Tempo que vai diluir, concentrar. Tempo que vai me mostrar o que vale a pena, e o que é melhor deixar. Tempo que encaixa as peças soltas, reponde questões, queima as pontas desfiadas, varre o que não é bom para fora e desencarde a alma...
E eu posso esperar. Posso esperar as semanas, os meses, tudo se eu tiver a única certeza de que ao final dos tempos, tudo estará no lugar.  Sem meia lua, quase certezas, nem realidades desfeitas. Quero preto no branco. Porque se for pra ser, eu quero tudo, e quero por inteiro.



24 de dezembro de 2011

DEZ, 9, 8, 7, 6, 5, 4...

O que seria mágico mesmo é se a contagem regressiva no dia 31 de dezembro começasse em alta voz e terminasse no pensamento, com você selando os meus lábios ao se completar 365 dias. E o ano pode virar, o champanhe pode ser estourado e os fogos estrondosos podem se explodir pelos ares, nada mais importaria entre nós, nada além do querer da minha boca à tua seria percebido.

E este momento concluiria todo um ano de alegrias e desavenças tornando-o essencialmente puro de ouro, maciço e válido, e comigo tendo evidência de que eu passaria por este ano inteiro novamente, incluso todas as lágrimas e angústias, para recontar a história que nos trouxe a este beijo de fim de ano.

Você foi a melhor coisa que me aconteceu este ano. Jamais duvide disto.


20 de dezembro de 2011

Amar é o pior veneno,



(...) você sabe que não vai literalmente morrer se não vê-lo, mas cada dia que passa sem ele torna-se mais difícil de viver.