Intitulei este texto com o sincero intento de formular minhas conclusões finais sobre o que foi este ano. Mas ao invés disso, me concentrarei em uma época que nunca fora como a deste ano. Que final de ano é esse, por Deus?
Se fosse uma estação, seria inverno e não verão. Por mais que o dia esteja ensolarado e fresco, envolto no canto dos pássaros, nada me faz ter vontade de respirar a pureza do ar-livre, e o fulgor colorido que antes o verão me trazia aos olhos é ofuscado. Os números do calendário ao passar não causam nenhum efeito, pois desperdício meus dias tentando fazer com que eles passem mais depressa. E a rotina vira padrão, horas e horas nesta máquina pela qual vos escrevo. Nada é percebido por mim como antes. Nem o Natal, que significava alguma magia para mim, ate é isso está mudado.
A palavra é: desestabilização. Fui atormentada para fora da minha zona de conforto. E em situações como essas, não é fácil achar algo em que se agarrar. E este terremoto tem mais de um motivo, mais de uma fonte, que se juntou ao caos de um furacão. Certas coisas foram inevitáveis, uma surpresa que eu definitivamente não enxergava vindo, e outras eu poderia ter evitado. Se eu tivesse uma chance de voltar no tempo... Ah, o que eu não acertaria?
A palavra é: desestabilização. Fui atormentada para fora da minha zona de conforto. E em situações como essas, não é fácil achar algo em que se agarrar. E este terremoto tem mais de um motivo, mais de uma fonte, que se juntou ao caos de um furacão. Certas coisas foram inevitáveis, uma surpresa que eu definitivamente não enxergava vindo, e outras eu poderia ter evitado. Se eu tivesse uma chance de voltar no tempo... Ah, o que eu não acertaria?
E o tempo ainda consegue ser a resposta para tudo. Tempo que vai me mudar, me curar. Tempo que vai diluir, concentrar. Tempo que vai me mostrar o que vale a pena, e o que é melhor deixar. Tempo que encaixa as peças soltas, reponde questões, queima as pontas desfiadas, varre o que não é bom para fora e desencarde a alma...
E eu posso esperar. Posso esperar as semanas, os meses, tudo se eu tiver a única certeza de que ao final dos tempos, tudo estará no lugar. Sem meia lua, quase certezas, nem realidades desfeitas. Quero preto no branco. Porque se for pra ser, eu quero tudo, e quero por inteiro.
E eu posso esperar. Posso esperar as semanas, os meses, tudo se eu tiver a única certeza de que ao final dos tempos, tudo estará no lugar. Sem meia lua, quase certezas, nem realidades desfeitas. Quero preto no branco. Porque se for pra ser, eu quero tudo, e quero por inteiro.

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