Glee - 2ª temporada, 2º episódio.
14 de julho de 2011
13 de julho de 2011
É natural do ser humano
(...) buscar a aprovação dos outros ao seu redor,
só que isso não pode te impedir de ser você mesmo!
Promessa nunca é dívida
Querem um conselho? Sabe aquele compromisso não tão sério assim? Claro que é ótimo ter, alguém para curtir. Então se está ótimo, evite estragar. Envolver-se, pelo menos para mim, é inevitável. Mas evite juras, evite pactos, evite promessas! Porque o tempo passa, e o vento leva com ele relacionamentos largos. E você vai sofrer mais quando ele(a) for embora e seu coração continuar repetindo as palavras: "Mas ele(a) prometeu...".
É, ele prometeu. Mas ninguém poderia adivinhar o que iria acontecer depois de tais palavras.
12 de julho de 2011
Feridas
É curioso como algumas feridas profundas são tão irônicas. Se você tiver uma faca dentro do peito, esta pode causar sua morte, comprometendo órgãos e tecidos vitais. E com a dor latejante seu primeiro reflexo será arrancar a lâmina intrusa de seu corpo, porém, pode ser sua pior escolha. Pois a faca pode até ser a causadora do sofrimento, mas também é o único objeto que, se imóvel, pode te salvar de uma grave hemorragia interna. Ela te perfurou, mas não a toque; ela está estancando o sangue dessa ferida.
E como lâmina fria no meu corpo quente você me rasgou. Violentou-me. E as mágoas foram te empurrando para dentro, aprofundando o corte. Eu brinquei com o perigo, e saí ferida. Ferida de qual eu não pude te arrancar. Você a causou e de lá não poderia ser removido. Eu escolhi não te afastar. Ter-se-ia de ser assim, e eu aguentaria.
Entretanto, seus planos não andavam em sintonia com os meus. Muito menos seu coração. Você preferiu partir, e sem dó de meu corpo, que um dia já lhe foi tão desejado, segurou firme no cabo e a puxou de súbito. Tão de súbito que só percebi quando vi as vestes encharcadas...
Sobreviver, eu sobrevivi. Eu me curei. Eu aprendi a ser forte. Mas de ti sempre tenho a lembrança, aquela que não cura, aquela cicatriz eterna.
Ele-Ela
Ela estava farta. Ele estava cansado. Ela foi reclamar dele, ele não gostou. Eles brigaram. Ele foi embora, ela ficou parada no mesmo lugar. Ele enxugou as lágrimas a caminho de sua casa. Ela desabafou todas elas no travesseiro. Ela estava magoada. Ele também.
Em casa, ele estava sozinho. Já ela, não estava, por isso chorava baixo. Ele pegou as fotos dela e se permitiu viajar naquelas boas lembranças. Ela escutou várias vezes aquela música que a lembrava dele. Ele ligou para um amigo. Ela também. O amigo dele prometeu que naquela noite ele não iria se lembrar dela. A amiga dela prometeu que ficaria ali para confortá-la. Ele sentia falta dos olhos dela. Ela também.
Anoiteceu, e ele tomou um banho para revigorar. Ela se enrolou nas cobertas para descansar. Ele saiu com seu amigo para um bar. Ela assistia a um filme de amor. No bar, garotas mais bonitas que ela olhavam para ele. Em casa, casais mais felizes que eles passavam na televisão. Ele se entupiu de álcool. Ela se entupiu de chocolate. Ele não queria estar ali; ela também não.
Ele se engraçou com uma garota mais velha. E era como se ela estivesse presenciando, pois sentia facadas no estômago. Ele virou mais uma dose de vodka. Ela virou mais uma caneca de chá. Ele contou sua vida ao garçom, aos prantos. Ela também chorava. O amigo dele decidiu que era melhor irem embora. A amiga dela decidiu que ela devia esquecê-lo. Ela não queria esquecer. Ele não queria viver. Ele apagou no chão do bar. Ela chorou até dormir.
Ela acordou achando tudo indiferente. Ele acordou se sentindo um lixo. Ela queria vê-lo. Ele também. Ela queria ligar. Ele foi até a casa dela. Ela atendeu a porta de pijama e com os olhos inchados. Ele contou o que acontecera ontem. Ela estava decepcionada. Ele lhe pediu desculpas. Ela acorrentou suas lágrimas bem fundo de si mesma e perdoou. Mas ele sabia que ela não iria esquecer. Ela inventou que tinha que ir, ele lhe prometeu que a procuraria mais tarde.
Fechou-se a porta. Ela congelou aquele momento e ficou encarando esta. Ele ficou parado na mesma posição e fez o mesmo. Lágrimas nervosas invadiram o rosto triste dela. E no rosto dele, as gotas escorriam devagar. Ele não queria que fosse assim, ela também não. Ela roçou as pontas dos dedos na madeira da porta e sussurrou: Eu te amo tanto. Ele virou as costas e sentiu as palavras queimarem no seu peito, e lentamente foi-se da porta dela, com os olhos molhados e uma canção triste nos lábios: "Cuide bem do seu amor, seja quem for..."
8 de julho de 2011
60 segundos
Nossa vida não funciona como livros; não é segmentada ou dividida em capítulos. Não pula de uma fase para outra, como num estalo. Não é definida a todo momento, não cabe em delimitações. A vida é um processo. Onde cabem triunfos, perdas, impossíveis, escolhas, caminhos, infinitos, finais, amores, dores, recomeços, imaginação e realidade, ao mesmo tempo. E fazemos parte dessa viagem, podendo ter, na maioria das situações, controle sob esta. A regra é "o que não te mata, te fortalece", e se você ainda tiver pulso nas veias tenha a certeza de que você tem forças para mais. E de cada experiência aprenderei o que puder. E assim continuarei essa metamorfose ambulante constante. Afinal, você nunca mais será a mesma pessoa de um minuto atrás. Pois nesses míseros 60 segundos que correram, você absorveu milhões de informações que estavam soltas ao seu redor, e isso te modificou de alguma forma. Quem sabe o que nos espera no minuto seguinte?
7 de julho de 2011
É difícil sobreviver a dia como esses,
(...) em que o telefone não toca e ninguém aparece. Decido não ser vista por ninguém. E deixo de se importar com o que está ao meu redor. A tela do computador se transforma no único jeito de ver as coisas lá fora, e doces se tornam meus melhores amigos. Faz frio, e o frio que sinto dá calafrios, porque eu realmente desejo que alguém esteja comigo para me aquecer. E admitir a falta desse alguém dói. As cortinas permanecem fechadas, e a primeira roupa que encontro é vestida. A trilha sonora é "Solidão" e o cenário não tem cor. Lágrimas irrompem minha voz enquanto canto alto minha música favorita, pois a letra desta traz lembranças. E eu deixo cada uma rolar com a intensidade que vier, porque hoje é o dia do meu desabafo. Por mais que muitas vezes eu chore sem saber o porquê.Assisto às pessoas que querem encher o mundo com canções bobas de amor, e sinto inveja. Porque na sua ingenuidade, elas encontram a felicidade, enquanto na minha experiência do amor, há dor.

É difícil sobreviver a dia como esses. Mas eles têm que existir. Então espere que escureça e se deite. E não espere beijo de boa noite.
I want to sleep with you.

"Eu quero dormir com você.Não quero dizer fazer sexo.Quero dizer dormir. Juntos.Debaixo das minhas cobertas. Na minha cama.Com a minha mão em seu peito.E seu braço ao meu redor.Com a janela meio aberta.Portanto, é frio e temos que nos abraçar mais.Sem dizer nada.Apenas um sonolento, e extremamente feliz, silêncio."
(Desconhecido)
6 de julho de 2011
"Sem rancor, sem saudade, sem tristeza.
3 de julho de 2011
Curinga
Um baralho comum tem 53 cartas. Entre elas, 4 famílias, que contém cada 13 representantes únicos, e que se completam. Cada carta está altamente relacionada com as outras. Por exemplo o Ás de Copas, que é membro vital da família de Copas, e também é semelhante aos ases de Paus, Ouro e Espada. Mas entre as cartas comuns, existe um membro que não se encaixa em nenhuma das famílias, e não tem nada em semelhante com as outras cartas: o Curinga.
Quem nunca se sentiu um curinga? A carta vazia do baralho, sem face, sem naipe, sem número. Quem nunca tentou, tentou, mas nunca conseguiu encaixar-se? Quem nunca sentiu-se sozinho, mudo ou invisível numa multidão? Esse mundo que parece ser tão farto de oportunidades, pode se tornar um quarto fechado à cadeado e sem janelas para pessoas que não conseguem se identificar com nada ou ninguém. E a tristeza de olhar à sua volta, de olhar às telas e assistir sozinho ao resto do mundo entrelaçando-se, e a frustração de olhar para sua própria vida e não se lembrar de ter ninguém tão próximo ali para os piores momentos acabam acorrentando toda e qualquer auto-estima do curinga, que acaba aceitando que seu fim é destinado à ser frio, solitário e escuro. E que ele é só mais um bobo-da-corte roído, que não é mais útil.
Eu não sei sobre vocês, mas eu sei o que é se sentir assim. Sei que não é fácil sentir a dor aguda no peito, as lágrimas úmidas no rosto quente, e se achar no fim de uma estrada sem ter ninguém para te escutar chorar. E esse mesmo quadro que acaba sendo repetitivo ao longo dos dias, até ser quase insuportável ver a felicidade dos outros, e se perguntar "O que há de errado comigo?" ou "Por que não eu?". E ter o poder de, subitamente, acabar com tudo isso é tentador, mesmo que lágrimas ardosas acompanhem um eco que ressoa, incansável : Será que alguém sentirá falta se eu partir?
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