Do que adianta me pegar repassando essa história, de novo e de novo, pensando em tudo que poderia ter dito para transformar o que houve menos errado? Viajando em tudo que poderíamos ter sido, de que poderíamos ter ido bem mais além. De nada é útil me fazer vivenciar tudo isso de novo. Porém, não é como se eu chamasse esses pensamentos, essa dor, e escolhesse continuar batendo na mesma tecla, em vão. As lembranças vêm até mim.
E por mais que eu não lhe procure, meu cérebro consegue lhe achar nos locais mais inusitados... Como uma tortura. Seja sua cor favorita. Seja uma palavra que me lembre seu sorriso. As coisas que a ele mais agrada fazer. E aquilo que ele mais odeia. O jeito que ele gosta de dormir. O seu humor quando acorda. Toda sua essência, que deveria ser unicamente só dele, não é mais. Fez parte de mim no momento em que assumi estarmos ligados. Do mesmo jeito que uma grande parte de mim já também não controlo, não me pertence...
Não é preciso ser um gênio para perceber que as coisas do passado não voltam... Então porque eu consigo entender isso, mas não executar? Sabe, para quem vê, pode parecer ser muito fácil seguir em frente. Mas, na verdade, isto é de uma complexidade imensa dividida em várias fases e presságios. No começo eu realmente achei que eu poderia suportar tê-lo por perto. Encontrar-me com ele casualmente, sem querer, querendo. Acreditei que seria mais fácil passar por tudo com alguém como ele ao meu lado. E, realmente, é mais fácil. Só é difícil quando ele está ao meu lado sem ser meu. Extremamente difícil. Sabia que aceitar que as coisas não são mais como antes iria doer. Mas descobri que a sensação é bem pior. Muito pior. Descobri que vê-lo é só mais um passo para a recaída. E que seria impossível me reerguer se não lhe deixasse para trás. Imaginava que, se sem ele era ruim, com meio-ele deveria ser, em algo, melhor. Achei que podia ser mais ou menos parte de sua vida. Mas, a vida, meus caros, não funciona assim. A vida não anda sobre "quases". Ninguém é completo com "um pouco". "Meio" desapegar não põe um fim na dor. E estar "legal" não é estar bem. Depois de tanto tempo sendo seu precioso troféu, como eu poderia aceitar o 2º lugar? Não, não. Já deu de ilusões. É tudo ou nada.
Ficar ao seu lado me faz bem (até de mais), continua me fazendo, como antes me fazia, isso não vai mudar. Ele sabe me fazer feliz. Entretanto, todo o resto que mudou, me dá vontade de arremessar coisas, apagar por dias, fugir para longe, desaparecer, sumir. Quero matar... o que resta de você em mim. Nem que eu perca as nossas melhores lembranças. Porque sinto que se eu não o fizer, quem morrerá dentro de mim serei eu mesma.
Não estou pronta para desapegar. Porque se eu estivesse, não seria essa luta todo o dia para manter-me estável. Esse esforço para conter as lágrimas. Essa culpa por não poder desfazer o que foi feito, esquecer o que foi dito. Sei que, com o tempo, se tornará suportável, e depois mais fácil, até que ninguém mais possa perceber traço algum de tristeza...
Ficar ao seu lado me faz bem (até de mais), continua me fazendo, como antes me fazia, isso não vai mudar. Ele sabe me fazer feliz. Entretanto, todo o resto que mudou, me dá vontade de arremessar coisas, apagar por dias, fugir para longe, desaparecer, sumir. Quero matar... o que resta de você em mim. Nem que eu perca as nossas melhores lembranças. Porque sinto que se eu não o fizer, quem morrerá dentro de mim serei eu mesma.
Não estou pronta para desapegar. Porque se eu estivesse, não seria essa luta todo o dia para manter-me estável. Esse esforço para conter as lágrimas. Essa culpa por não poder desfazer o que foi feito, esquecer o que foi dito. Sei que, com o tempo, se tornará suportável, e depois mais fácil, até que ninguém mais possa perceber traço algum de tristeza...
Mas os "porquês" que ficaram entre nós, e toda a dor que eles representam para mim, jamais irão embora.
" Vou me perdendo. Buscando em outros braços, seu abraço. Perdido no vazio de outros passos..." (Caetano Veloso)

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