(...) Algumas vezes menos que as outras. Mas nunca o suficiente para parar de doer. Por ora, está sempre ali.
27 de dezembro de 2011
26 de dezembro de 2011
É como quando só pensar em alguém basta para se sentir feliz...
Sorriso involuntário espontâneo: se você já encontrou alguém que lhe causou um desses, seja por uma palavra, um gesto ou simplesmente por uma lembrança, mantenha-no por perto.
25 de dezembro de 2011
2011 foi...
Intitulei este texto com o sincero intento de formular minhas conclusões finais sobre o que foi este ano. Mas ao invés disso, me concentrarei em uma época que nunca fora como a deste ano. Que final de ano é esse, por Deus?
Se fosse uma estação, seria inverno e não verão. Por mais que o dia esteja ensolarado e fresco, envolto no canto dos pássaros, nada me faz ter vontade de respirar a pureza do ar-livre, e o fulgor colorido que antes o verão me trazia aos olhos é ofuscado. Os números do calendário ao passar não causam nenhum efeito, pois desperdício meus dias tentando fazer com que eles passem mais depressa. E a rotina vira padrão, horas e horas nesta máquina pela qual vos escrevo. Nada é percebido por mim como antes. Nem o Natal, que significava alguma magia para mim, ate é isso está mudado.
A palavra é: desestabilização. Fui atormentada para fora da minha zona de conforto. E em situações como essas, não é fácil achar algo em que se agarrar. E este terremoto tem mais de um motivo, mais de uma fonte, que se juntou ao caos de um furacão. Certas coisas foram inevitáveis, uma surpresa que eu definitivamente não enxergava vindo, e outras eu poderia ter evitado. Se eu tivesse uma chance de voltar no tempo... Ah, o que eu não acertaria?
A palavra é: desestabilização. Fui atormentada para fora da minha zona de conforto. E em situações como essas, não é fácil achar algo em que se agarrar. E este terremoto tem mais de um motivo, mais de uma fonte, que se juntou ao caos de um furacão. Certas coisas foram inevitáveis, uma surpresa que eu definitivamente não enxergava vindo, e outras eu poderia ter evitado. Se eu tivesse uma chance de voltar no tempo... Ah, o que eu não acertaria?
E o tempo ainda consegue ser a resposta para tudo. Tempo que vai me mudar, me curar. Tempo que vai diluir, concentrar. Tempo que vai me mostrar o que vale a pena, e o que é melhor deixar. Tempo que encaixa as peças soltas, reponde questões, queima as pontas desfiadas, varre o que não é bom para fora e desencarde a alma...
E eu posso esperar. Posso esperar as semanas, os meses, tudo se eu tiver a única certeza de que ao final dos tempos, tudo estará no lugar. Sem meia lua, quase certezas, nem realidades desfeitas. Quero preto no branco. Porque se for pra ser, eu quero tudo, e quero por inteiro.
E eu posso esperar. Posso esperar as semanas, os meses, tudo se eu tiver a única certeza de que ao final dos tempos, tudo estará no lugar. Sem meia lua, quase certezas, nem realidades desfeitas. Quero preto no branco. Porque se for pra ser, eu quero tudo, e quero por inteiro.
24 de dezembro de 2011
DEZ, 9, 8, 7, 6, 5, 4...
O que seria mágico mesmo é se a contagem regressiva no dia 31 de dezembro começasse em alta voz e terminasse no pensamento, com você selando os meus lábios ao se completar 365 dias. E o ano pode virar, o champanhe pode ser estourado e os fogos estrondosos podem se explodir pelos ares, nada mais importaria entre nós, nada além do querer da minha boca à tua seria percebido.
E este momento concluiria todo um ano de alegrias e desavenças tornando-o essencialmente puro de ouro, maciço e válido, e comigo tendo evidência de que eu passaria por este ano inteiro novamente, incluso todas as lágrimas e angústias, para recontar a história que nos trouxe a este beijo de fim de ano.
Você foi a melhor coisa que me aconteceu este ano. Jamais duvide disto.
20 de dezembro de 2011
Amar é o pior veneno,
(...) você sabe que não vai literalmente morrer se não vê-lo, mas cada dia que passa sem ele torna-se mais difícil de viver.
29 de novembro de 2011
Espere pelo amor...
... Que te pegue de surpresa, aquele que você vai tentar resistir mas, aos poucos, vai perceber que já é tarde demais. Entregue-se para aquele que diga que você é linda, sem maquiagem, com cara de sono, com lágrimas no rosto ou com um largo sorriso. Ame-o pela sinceridade, pelo jeito que ele te beija para encerrar uma briga, ou como te conforta quando você mais precisa. Opte por aquele amor que haja sensualidade, mas que também haja a jovialidade necessária para se tratarem como velhos amigos. Não lhe pode faltar aquela pitada de espontaneidade, algo que venha dele para tirar seu dia dos trilhos da rotina. Ele sempre vai querer estar cuidando de você, e, quando tiver oportunidade, vai te envolver com os braços para sentir-se segura, te dará seu casaco e nunca vai admitir que sente frio para te ver bem, e olhará com cara feia para todos aqueles que tentarem se aproximar de você, por puro ciúmes. Você vai ter que perdoar alguma mentirinha ou se ele esquecer a data do aniversário de namoro, mas com o tempo ele se acostuma. Afinal, ele aguenta todo mês sua maldita TPM e faz com que ela seja menos ruim. E você sabe que ele merece um prêmio por isso! Seu grande amor vai te mostrar que essa história de "metade da laranja" é papo furado. A gente aprende que não é encontrando uma pessoa igual a nós mesmos que somos felizes. Portanto não espere que pensem/ajam/gostam/façam as mesmas coisas, e saibam desfrutar dessa diferença. Aprendam um com o outro. Entretanto, essas mesmas diferenças farão vocês brigarem, e essas brigas vão machucar aos dois. Mas o tempo e a paciência fazem sua parte, e as brigas acabam tornando-se necessárias para fazer as pazes mais gostosas!
Ame certo. Ame errado. O importante é amar bem. Ame aquele que você tenha a certeza e o medo de que, mesmo se um dia tudo acabar, nunca se tornará só mais um nome, sem rosto, memória, ou sem saudades.
Obrigada, Luiz Felipe.
Retrato
Noite. Debaixo dos panos. Uma velha amiga me pergunta sobre uma velha história que em mim não surte mais sentido ou efeito. Aí me lembrei de um velho Ele, Ele que já abandonara meus pensamentos há tempos, e que só o resquício do resquício se mantinha/resistia no subconsciente. Mas ao abrir a boca, deixei as pequenas memórias escaparem, e romperam no espaço tão rápido e repentinamente que formaram uma lembrança inteira Dele, como se o próprio estivesse respirando do ar do quarto...
E aí eu me lembrei. Do jeito, dos traços, do trato, e retratos, invadindo mente e boca e, confesso, um pouco de coração. Seus terríveis olhos enchiam-me a mente, embriagavam-me com o teu conteúdo, faziam-me síntese de mim mesma. Descobriam coisas que já cobertas, e tão bem escondidas que nem eu sabia que estavam lá. O fato é que eu nem sabia que ainda sabia tanto sobre Ele. Freei-me antes que lhe revelasse ali, sem zelo algum às lembranças que eram minhas, e só minhas.
- Acho que já disse demais - e virei-me nas cobertas, com as mãos trêmulas e o orgulho ferido - Já passa da meia-noite...
E dormi. E sonhei. Com algo que não existe mais, isso se um dia existiu. Mas o inconsciente sabia, e se permitiu viajar. Não o julgo, só o deixei terminar a fantasia, que me despertou antes que o alarme tocasse para um novo dia que me aguardava sóbria de irrealidades.
14 de julho de 2011
13 de julho de 2011
É natural do ser humano
(...) buscar a aprovação dos outros ao seu redor,
só que isso não pode te impedir de ser você mesmo!
Promessa nunca é dívida
Querem um conselho? Sabe aquele compromisso não tão sério assim? Claro que é ótimo ter, alguém para curtir. Então se está ótimo, evite estragar. Envolver-se, pelo menos para mim, é inevitável. Mas evite juras, evite pactos, evite promessas! Porque o tempo passa, e o vento leva com ele relacionamentos largos. E você vai sofrer mais quando ele(a) for embora e seu coração continuar repetindo as palavras: "Mas ele(a) prometeu...".
É, ele prometeu. Mas ninguém poderia adivinhar o que iria acontecer depois de tais palavras.
12 de julho de 2011
Feridas
É curioso como algumas feridas profundas são tão irônicas. Se você tiver uma faca dentro do peito, esta pode causar sua morte, comprometendo órgãos e tecidos vitais. E com a dor latejante seu primeiro reflexo será arrancar a lâmina intrusa de seu corpo, porém, pode ser sua pior escolha. Pois a faca pode até ser a causadora do sofrimento, mas também é o único objeto que, se imóvel, pode te salvar de uma grave hemorragia interna. Ela te perfurou, mas não a toque; ela está estancando o sangue dessa ferida.
E como lâmina fria no meu corpo quente você me rasgou. Violentou-me. E as mágoas foram te empurrando para dentro, aprofundando o corte. Eu brinquei com o perigo, e saí ferida. Ferida de qual eu não pude te arrancar. Você a causou e de lá não poderia ser removido. Eu escolhi não te afastar. Ter-se-ia de ser assim, e eu aguentaria.
Entretanto, seus planos não andavam em sintonia com os meus. Muito menos seu coração. Você preferiu partir, e sem dó de meu corpo, que um dia já lhe foi tão desejado, segurou firme no cabo e a puxou de súbito. Tão de súbito que só percebi quando vi as vestes encharcadas...
Sobreviver, eu sobrevivi. Eu me curei. Eu aprendi a ser forte. Mas de ti sempre tenho a lembrança, aquela que não cura, aquela cicatriz eterna.
Ele-Ela
Ela estava farta. Ele estava cansado. Ela foi reclamar dele, ele não gostou. Eles brigaram. Ele foi embora, ela ficou parada no mesmo lugar. Ele enxugou as lágrimas a caminho de sua casa. Ela desabafou todas elas no travesseiro. Ela estava magoada. Ele também.
Em casa, ele estava sozinho. Já ela, não estava, por isso chorava baixo. Ele pegou as fotos dela e se permitiu viajar naquelas boas lembranças. Ela escutou várias vezes aquela música que a lembrava dele. Ele ligou para um amigo. Ela também. O amigo dele prometeu que naquela noite ele não iria se lembrar dela. A amiga dela prometeu que ficaria ali para confortá-la. Ele sentia falta dos olhos dela. Ela também.
Anoiteceu, e ele tomou um banho para revigorar. Ela se enrolou nas cobertas para descansar. Ele saiu com seu amigo para um bar. Ela assistia a um filme de amor. No bar, garotas mais bonitas que ela olhavam para ele. Em casa, casais mais felizes que eles passavam na televisão. Ele se entupiu de álcool. Ela se entupiu de chocolate. Ele não queria estar ali; ela também não.
Ele se engraçou com uma garota mais velha. E era como se ela estivesse presenciando, pois sentia facadas no estômago. Ele virou mais uma dose de vodka. Ela virou mais uma caneca de chá. Ele contou sua vida ao garçom, aos prantos. Ela também chorava. O amigo dele decidiu que era melhor irem embora. A amiga dela decidiu que ela devia esquecê-lo. Ela não queria esquecer. Ele não queria viver. Ele apagou no chão do bar. Ela chorou até dormir.
Ela acordou achando tudo indiferente. Ele acordou se sentindo um lixo. Ela queria vê-lo. Ele também. Ela queria ligar. Ele foi até a casa dela. Ela atendeu a porta de pijama e com os olhos inchados. Ele contou o que acontecera ontem. Ela estava decepcionada. Ele lhe pediu desculpas. Ela acorrentou suas lágrimas bem fundo de si mesma e perdoou. Mas ele sabia que ela não iria esquecer. Ela inventou que tinha que ir, ele lhe prometeu que a procuraria mais tarde.
Fechou-se a porta. Ela congelou aquele momento e ficou encarando esta. Ele ficou parado na mesma posição e fez o mesmo. Lágrimas nervosas invadiram o rosto triste dela. E no rosto dele, as gotas escorriam devagar. Ele não queria que fosse assim, ela também não. Ela roçou as pontas dos dedos na madeira da porta e sussurrou: Eu te amo tanto. Ele virou as costas e sentiu as palavras queimarem no seu peito, e lentamente foi-se da porta dela, com os olhos molhados e uma canção triste nos lábios: "Cuide bem do seu amor, seja quem for..."
8 de julho de 2011
60 segundos
Nossa vida não funciona como livros; não é segmentada ou dividida em capítulos. Não pula de uma fase para outra, como num estalo. Não é definida a todo momento, não cabe em delimitações. A vida é um processo. Onde cabem triunfos, perdas, impossíveis, escolhas, caminhos, infinitos, finais, amores, dores, recomeços, imaginação e realidade, ao mesmo tempo. E fazemos parte dessa viagem, podendo ter, na maioria das situações, controle sob esta. A regra é "o que não te mata, te fortalece", e se você ainda tiver pulso nas veias tenha a certeza de que você tem forças para mais. E de cada experiência aprenderei o que puder. E assim continuarei essa metamorfose ambulante constante. Afinal, você nunca mais será a mesma pessoa de um minuto atrás. Pois nesses míseros 60 segundos que correram, você absorveu milhões de informações que estavam soltas ao seu redor, e isso te modificou de alguma forma. Quem sabe o que nos espera no minuto seguinte?
7 de julho de 2011
É difícil sobreviver a dia como esses,
(...) em que o telefone não toca e ninguém aparece. Decido não ser vista por ninguém. E deixo de se importar com o que está ao meu redor. A tela do computador se transforma no único jeito de ver as coisas lá fora, e doces se tornam meus melhores amigos. Faz frio, e o frio que sinto dá calafrios, porque eu realmente desejo que alguém esteja comigo para me aquecer. E admitir a falta desse alguém dói. As cortinas permanecem fechadas, e a primeira roupa que encontro é vestida. A trilha sonora é "Solidão" e o cenário não tem cor. Lágrimas irrompem minha voz enquanto canto alto minha música favorita, pois a letra desta traz lembranças. E eu deixo cada uma rolar com a intensidade que vier, porque hoje é o dia do meu desabafo. Por mais que muitas vezes eu chore sem saber o porquê.Assisto às pessoas que querem encher o mundo com canções bobas de amor, e sinto inveja. Porque na sua ingenuidade, elas encontram a felicidade, enquanto na minha experiência do amor, há dor.

É difícil sobreviver a dia como esses. Mas eles têm que existir. Então espere que escureça e se deite. E não espere beijo de boa noite.
I want to sleep with you.

"Eu quero dormir com você.Não quero dizer fazer sexo.Quero dizer dormir. Juntos.Debaixo das minhas cobertas. Na minha cama.Com a minha mão em seu peito.E seu braço ao meu redor.Com a janela meio aberta.Portanto, é frio e temos que nos abraçar mais.Sem dizer nada.Apenas um sonolento, e extremamente feliz, silêncio."
(Desconhecido)
6 de julho de 2011
"Sem rancor, sem saudade, sem tristeza.
3 de julho de 2011
Curinga
Um baralho comum tem 53 cartas. Entre elas, 4 famílias, que contém cada 13 representantes únicos, e que se completam. Cada carta está altamente relacionada com as outras. Por exemplo o Ás de Copas, que é membro vital da família de Copas, e também é semelhante aos ases de Paus, Ouro e Espada. Mas entre as cartas comuns, existe um membro que não se encaixa em nenhuma das famílias, e não tem nada em semelhante com as outras cartas: o Curinga.
Quem nunca se sentiu um curinga? A carta vazia do baralho, sem face, sem naipe, sem número. Quem nunca tentou, tentou, mas nunca conseguiu encaixar-se? Quem nunca sentiu-se sozinho, mudo ou invisível numa multidão? Esse mundo que parece ser tão farto de oportunidades, pode se tornar um quarto fechado à cadeado e sem janelas para pessoas que não conseguem se identificar com nada ou ninguém. E a tristeza de olhar à sua volta, de olhar às telas e assistir sozinho ao resto do mundo entrelaçando-se, e a frustração de olhar para sua própria vida e não se lembrar de ter ninguém tão próximo ali para os piores momentos acabam acorrentando toda e qualquer auto-estima do curinga, que acaba aceitando que seu fim é destinado à ser frio, solitário e escuro. E que ele é só mais um bobo-da-corte roído, que não é mais útil.
Eu não sei sobre vocês, mas eu sei o que é se sentir assim. Sei que não é fácil sentir a dor aguda no peito, as lágrimas úmidas no rosto quente, e se achar no fim de uma estrada sem ter ninguém para te escutar chorar. E esse mesmo quadro que acaba sendo repetitivo ao longo dos dias, até ser quase insuportável ver a felicidade dos outros, e se perguntar "O que há de errado comigo?" ou "Por que não eu?". E ter o poder de, subitamente, acabar com tudo isso é tentador, mesmo que lágrimas ardosas acompanhem um eco que ressoa, incansável : Será que alguém sentirá falta se eu partir?
15 de junho de 2011
Apelo

Por quê tão triste, coração?
Quem traíste tua confiança?
Trazendo à tona a insegurança
De quem não acredita mais no amor.
Pra quê tanta dor, coração?
Não é mais fácil resolver tudo num sorriso?
Preencher de luz tais profundos abismos
E camuflar com um punhado de falsidade, a solidão?
Ouça bem o que lhe digo
Pois também já tive o coração partido
Entendo-te, e no meu ombro podes chorar
É difícil, mas é preciso crer
E desistir do que lhe traz problema
Confia, pois te prometo que ser feliz vale a pena.
Aonde quer que eu vá

Algo me atrai terrivelmente. Não sei se são os olhos, o sorriso, o jeito que fala meu nome, que toca minha nuca, que chama meus lábios... É um mistério. Um mistério que criei desde a primeira vez que nos vimos. Como eu poderia imaginar que me pegaria pensando em você sem perceber?
E que sensação maravilhosa é poder ter lembranças suas! E que angústia é só poder revê-lo nos meus pensamentos. Mas é melhor assim. Incontestavelmente chega a hora de acordarmos e nos concentrar na realidade, no que está ao nosso redor, e não no que nós gostaríamos que estivesse.
Por mais que eu queria te guardar dentro de mim, a única coisa que posso ter sua é a lembrança. Meu erro foi insistir por tanto tempo que poderia te envolver nos meus próprios sonhos. Hoje o mar me conta histórias e um dia me traz arrepios. E toda vez que aquela lua surge na escuridão e calmaria da madrugada, me coloco à admirá-la. De olhos fechados, revivo e deixo de lado o passado. E sonho para te encontrar.
10 de maio de 2011
Pseudo-Sorriso
Andando pelos frios corredores. Com um só pensamento na cabeça: "Calma, o tempo ensina. Eu sou forte. Sou mais que tudo isso. Vai dar tudo certo". Uma lágrima ousa formar-se em meus olhos, mas eu a impeço de cair. Um sentimento de desespero forma-se no meu peito, mas eu não o escuto. Uma súbita vontade de sumir por tempo ilimitado cresce, fugir para longe, onde possa esquecer dos maus momentos por alguns dias. Mas eu não vou.
Entro no salão com a cabeça erguida, e ninguém presta atenção à minha chegada. Sentei ao lado de amigos que não podiam me ajudar, e procurei pelo teu rosto com os olhos. Você não estava lá. Talvez teve a oportunidade de correr para algum refúgio para que não pudessem ver sua dor. Não tive a mesma sorte, me fiz de forte e continuei lá, esperando, esperando que a alegria dos outros me distraísse, que outros assuntos me fizessem esquecer, que curtos sorrisos apagassem longas e frias lágrimas... Esperando que algo desse fim ao meu sofrimento.
O cansaço de ter passado a última noite em claro me arremete, e finalmente algum sono me conforta. A única resposta que gostaria de ter, é saber como vai ser quando acordar, e for obrigada a retornar ao mundo real
3 de maio de 2011
Destino vs. Acaso
Não há melhor autor de histórias inconvenientes do que a própria vida. Para mim, não existe essa tal de coincidência, nem o acaso, muito menos sorte ou azar. Quando algo simplesmente tem que ser, nenhuma outra força no universo fica no caminho. E é essa mesma vida que interliga e cruza o caminho de pessoas distintas do jeito que bem entende. Somos vítimas nas mãos do destino. Vivemos em trilhos de uma montanha-russa sem freio, à deriva num mar incansável de ir e vir. Uma trajetória em que, quanto mais eu tento assumir o controle, mais o perco. E quanto mais o perco, mais percebo que nunca o tive. Então continuo seguindo, até a próxima noite em claro, até os próximos desencontros, até o próximo rosto ou situação que vai fazer meu coração palpitar mais forte, e até os próximos "acasos", que fogem do nosso querer e só respeitam eventos que estão fora do nosso entendimento.

Porque VIVER é muito mais do que ter pulso dentro de si ou deixar que os tic-tacs do relógio simplesmente passem por você. Você precisa se entregar, sentir cada toque, aproveitar cada brisa, guardar cada momento e, acima de tudo, fazer o que tem vontade, pois não há espaço para segundas chances nem arrependimentos.
27 de fevereiro de 2011
O amor não é uma luta...




"Love is not a fight, but it's something worth fighting for."
Filme: "Prova de Fogo" (Fire Proof)
24 de fevereiro de 2011
O grande problema dos bons momentos
Estávamos caminhando pelo o que parecia ser uma tarde de clima estável. E fresco. Nossos dedos entrelaçados, enquanto eu tagarelava sem parar, e sem parar, e você, bom como sempre foi para mim, me escutou sem reclamar. Quando fomos rodeados por um manto fino de garoa gelada, não me importei. Meu coração permanecia quente ao seu lado. Era verão, e o cheiro que pairava no ar era de fruta.
De súbito, uma chuva de pingos grossos disparou contra nós. Corremos para nos abrigar. E as pancadas iam e vinham. Em certos momentos, mal conseguia escutar meus pensamentos com o barulho do telhado sendo metralhado por pingos tão grosseiros. Um minuto mais tarde, ia se acalmando, e virava música suave. E logo depois, recomeçava a loucura. Parecia que alguém lá em cima estava bastante confuso. Mas eu não estava. Não mesmo. Estava certa de que aquele momento, era um dos melhores que eu viveria. Um dos melhores que eu passaria. Que eu respiraria.
E você, alheio de todos meus pensamentos, olhava ao seu redor e pensava no que faríamos agora. Ria da situação, da nossa situação. Eu estava fitando você em todos esses momentos, sem você nem perceber. E quando você finalmente viu que o observava, mirou seus pares de luz em minha direção. Olhamos-nos por alguns segundos, segundos que, para mim, foram como uma eternidade. Pintei seu rosto na minha imaginação. E naquele momento, eu sabia que o teria para sempre comigo. Quando o tempo passar, quando "nós" deixarmos de existir e eu me afogar em mágoas, eu sei que sua imagem, de um momento tão feliz, me atormentará as noites, me sangrará o peito, e será minha auto-destruição.

Porque quando você for embora, e eu sei que um dia você vai, momentos como esse não me deixarão em paz. E este é o problema dos bons momentos. Eles insistem em nos relembrar em como foi bom. Como era.
28 de janeiro de 2011
The exception
Dizem que amizades virtuais são ilusões, são falsas, inexistentes. Coitado de quem diz isso, pois com certeza nunca conheceu alguém como o MEU amigo virtual. Nós nos correspondemos por msn a mais de 2 anos (não sei precisamente) e hoje eu posso afirmar que é meu melhor amigo. Um amigo em comum "nos apresentou" e acabamos nos adicionando no msn, e não me pergunte como o resto aconteceu, eu só sei que foi rolando, e quando dei-me conta: já era parte de mim.
Já passamos por cada coisa juntos! Quando preciso de conselhos ou desabafar um segredo, não tem outra pessoa que me venha na mente. Continua sendo estranho ter tanto carinho por alguém que nunca vi na minha frente, mas ora, de que importância tem a visão, ou o tato, quando encontrei uma pessoa que me conforta, me diverte e que eu posso confiar? Claro que declaro a maior das injustiças essa distância tão longa que nos separa. Mas fazer o que... Desistir de você é que eu não vou. Tem uma razão para termos nos conhecido do jeito que nos conhecemos, e eu só agradeço muito por isso. Você sempre é aquele que me incentiva a ir atrás dos meus sonhos, e do meu coração. Você me aconselha quando preciso, se preocupa quando me arrisco e me conforta quando me rompo em lágrimas e desespero. O que eu não daria para um dia, finalmente, te conhecer... Eu sei que esse dia vai chegar. É que é tão triste saber que várias pessoas esbarram com você na rua, na escola, todos os dias, enquanto eu queria ter essa sorte somente uma vez!
Mas o que importa é nos concentrar no que temos, uma amizade rara e muito verdadeira. Toda noite que descanso minha cabeça no travesseiro, peço ao meu anjo da guarda muita proteção para aqueles que amo. E é por isso que sei, que de algum jeito, eu estou ai com você.
Eu não teria como agradecer por tudo, então só tento dar o melhor de mim de volta. A verdade é que eu te amo muito, e sei que muitas e muitas aventuras ainda nos aguardam.
Iago Pontes S. Silveira ♥
26 de janeiro de 2011
Ausência
O problema não é você ir embora. O problema é o efeito que sua ausência causa. De repente, tudo vira um tormento. Mesmo que esteja rodeada de barulho, pra mim permanecerá o mesmo silêncio intolerável: aquele em que não ouço sua voz. E a solidão vai me arrebatar, como as ondas quebram na superfície azul do mar, mesmo que eu não esteja sozinha, você não está lá. Como conseguir ficar tranquila, como conseguir levar a vida normalmente, como não sentir saudade? Como não ousar um último olhar, em cada despedida, quando cada um vira para um lado, e segue uma direção? Por vezes tentei ignorar, mas é tão inútil quanto tentar atear fogo em capim molhado, ou segurar a brisa com uma peneira. E eu sou obrigada a me render a você cada vez que você volta...

... E a calar sopros que ardem a cada vez que você parte.
"A vida voa na sua cara, esbarra no seu rosto,
"Amar é..."
23 de janeiro de 2011
If you only knew
Shinedown - "If you only knew"
http://www.vagalume.com.br/shinedown/if-you-only-knew-traducao.html#ixzz1BsViFtou
If you only knew
I'm hanging by a thread
The web I spin for you
If you only knew
I'd sacrifice my beating
Heart before I lose you
I still hold onto the letters
You returned
I swear I've lived and learned
The web I spin for you
If you only knew
I'd sacrifice my beating
Heart before I lose you
I still hold onto the letters
You returned
I swear I've lived and learned
CHORUS
It's 4:03 and I can't sleep
Without you next to me I
Toss and turn like the sea
If I drown tonight, bring me
Back to life
Breathe your breath in me
The only thing that I still believe
In is you, if you only knew
If you only knew
How many times I counted
All the words that wen't wrong
If you only knew
How I refuse to let you go,
Even when you're gone
I don't regret any days I
Spent, nights we shared,
Or letters that I sent
It's 4:03 and I can't sleep
Without you next to me I
Toss and turn like the sea
If I drown tonight, bring me
Back to life
Breathe your breath in me
The only thing that I still believe
In is you, if you only knew
If you only knew
How many times I counted
All the words that wen't wrong
If you only knew
How I refuse to let you go,
Even when you're gone
I don't regret any days I
Spent, nights we shared,
Or letters that I sent
CHORUS
I still hold onto the letters
You returned
You help me live and learn
CHORUS
You returned
You help me live and learn
CHORUS
Oh, if you only knew...
http://www.vagalume.com.br/shinedown/if-you-only-knew-traducao.html#ixzz1BsViFtou
22 de janeiro de 2011
Fantasma
Mergulhada em incontáveis arrependimentos, por tudo que não fiz, e por tudo que devia ter feito, abandono-me num canto banhado à lágrimas supérfluas e atrasadas... Mas o que posso fazer? Não posso contê-las. Você prefere deixar de existir à cogitar tal acontecimento. Prefere castigar a si mesma, do que em algum momento, machucá-lo. E até o gosto do veneno descendo pela garganta parece mais agradável. Enquanto essas possíveis (ou não) situações viajam pela minha mente inconsequente, faço tudo para freá-las, afinal, foram esses meus impulsos sórdidos e impensados que me colocaram nesta situação. Já se sentiu preso dentro de si próprio? E nas tentativas de melhorar, só acabar se perdendo mais ainda? Pois é, aprenda com isso, porque este é você mesmo.
Você já se decepcionou com alguém? Já decepcionou quem se ama? Já decepcionou a si mesmo?
Fiz as 3 coisas de uma vez.

I REGRET.
9 de janeiro de 2011
Teardrops
Dizem que quando a dor, a saudade, o tristeza, a felicidade ou a raiva é muita, ela transborda pelos olhos.
LÁGRIMAS.
Um dos gestos mais sinceros do mundo. Quando éramos pequenos, chorávamos para conseguir o que queríamos. Hoje, choramos por pessoas que perdemos, por alegrias que encontramos, por tempos que não voltam mais, por medos ocultos em nossas profundidades, e pela saudade que certas pessoas deixam em nós. Às vezes parece que essas pequenas gotas são sangue escorrendo da minha alma. Mas eu permito-me chorar. Não sou louca de guardar tantos demônios dentro de mim, já basta eu. Por vezes, são singelos pingos que simplesmente escapam, e por outras, choro tanto que perco o ar. Mas não tenho medo de chorar, desde que seja por uma razão que valha a pena. Ter sentimentos não é uma fraqueza, mesmo que nos deixe bem vulneráveis. Sentir é a grande diferença entre ver luz do Sol incidindo sob gotículas de água da chuva, ou ver o arco-íris.
7 de janeiro de 2011
À deriva.

2010 foi...


... Um ano de superações. Mas de qualquer jeito, foi especial. Conheci pessoas especiais... E acho que é só por elas, as pessoas que fizeram parte desse período, que realmente valeu a pena. Dizer que eu amadureci, talvez seja egocêntrico demais. Mas sei que aprendi. Fiz coisas que ao me ver eram impossíveis de serem cometidas, aproveitei intensamente, abandonei alguns princípios porque percebi que viver era mais importante. Chorei inúmeras vezes, prometi não perdoar jamais e depois me arrependi, tive o coração partido várias vezes, mas também parti alguns corações. Acho que faz parte. A vida nos dá os caminhos, e nós temos que viver com nossas próprias regras, e com nossas próprias escolhas. Não acredito que devemos viver como se cada dia fosse o último, porque caso sobrevivamos ao amanhã, teremos de lidar com as escolhas de ontem. Ao meu ver, cada momento deve ser aproveitado como deve ser. Tomando cuidado para não bater o arrependimento na hora de repousar a cabeça no travesseiro. E se rolar, já foi! Organize-se, e vire a página. Permita-se chorar, mas saiba a hora de parar e iluminar o mundo com seu sorriso.
Foi um ano de inovações, e de relacionamentos sólidos, muitas pessoas ficaram para trás, muitas continuaram a seguir comigo. Mas eu cansei de me martirizar pensando em como tudo teria sido diferente... Tranquei a porta, e joguei a chave fora. Esse ano foi incrivelmente emocionante, e talvez esse tenha sido o problema. Foi turbulento demais, e não quero voltar mais lá. Fiquem a vontade se desejarem, mas daqui em diante decidi olhar só para frente, e de preferência, só para o AGORA. Porque esse é o único tempo que eu tenho certeza de estar vivendo. Talvez o meu futuro nunca chegue. E o meu passado nunca vai voltar. Nunca.

É como se o mar fosse o meu jeito de interpretar a vida. Você pode até se afogar, mas as ondas NUNCA param. Você pode escolher ficar no raso, ou se aventurar no fundo. Pode passar a maior parte do tempo mergulhando, procurando um mundo melhor... ou pode desfrutar da superfície, surfar em ondas de espuma branca, sem se preocupar. Tem aqueles que até preferem viver fora do mar. E aos mais meticulosos, lhes agrada observar as pequenas formas de vida na areia molhada. E eu? Eu estou flutuando, não boiando como alguém que desistiu da vida, mas sim como alguém que cansou de afundar... Já fui tão fundo que temi não ver mais o Sol brilhar. Mas eu voltei, e estou à deriva. Aproveito cada gota de Sol em minha pele, e para onde a maré me levar, eu sei que vou ficar bem. Porque as águas sempre se renovam... E eu quero acreditar nisso.

Agarrem-se às poucas pessoas únicas que você vai encontrar nessa jornada, e SORRIA mais! Julgue-me como preferir, mas lembre-se de que eu estou dentro da água, enfrentando essa correnteza, porque sou capaz de viver.
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